O líder do CDS-PP, Paulo Portas, vai confrontar hoje o Governo com “a incompetência” da política de segurança interna e apresentar um “plano alternativo” com medidas “mais duras” que considera garantir maior eficácia ao combate à criminalidade.
Na interpelação parlamentar de hoje ao Governo, o CDS-PP procurará “demonstrar porque é que o governo falhou” nas políticas de segurança interna, afirmou Paulo Portas.
“Se no nosso país já é possível invadir esquadras, agredir magistrados e até é possível assaltar a sede da Polícia Judiciária, isto revela o ponto a que chegou a incompetência do Governo e do Estado para garantir a liberdade das pessoas e a sua segurança”, considerou Paulo Portas.
O assalto à Direcção Geral de Combate ao Banditismo, em Lisboa, constitui, para Paulo Portas, “um facto simbólico na vida do país em matéria de segurança”.
“Significa que a situação de insegurança em Portugal atingiu proporções críticas e alarmantes. Que chegou ao próprio Estado”, disse Paulo Portas.
Plano alternativo
O edifício da DCCB, que tem como missão combater a criminalidade violenta, foi na madrugada de sábado assaltado por um homem com antecedentes criminais, que ainda conseguiu pôr-se em fuga antes de ser detido.
Na interpelação parlamentar de quinta-feira ao Governo, o CDS-PP procurará “demonstrar porque é que o governo falhou” nas políticas de segurança interna, afirmou Paulo Portas.
Os democratas-cristãos vão defender “um plano alternativo que é polémico e que é duro” mas que “garante maior segurança aos cidadão e combate mais eficazmente a criminalidade”, disse Portas.
Nesse sentido, o líder democrata-cristão adiantou que entregará quinta-feira na Assembleia da República iniciativas legislativas na área da Segurança, algumas das quais já tinham sido anunciadas em conferência de imprensa no final de Agosto.
Pedidos mais 4000 polícias e GNR
O CDS-PP quer garantir que “o trabalho da polícia não é atraiçoado por leis brandas”, que “a imigração que Portugal quer e acolhe é aquela que trabalha e contribui para a riqueza do país” e que “a videovigilância é utilizada e serve de prova para combater a criminalidade onde ela existe”.
Para além da admissão de mais 4000 polícias e elementos da GNR, o CDS-PP defende a suspensão do processo de atribuição de nacionalidade a requerentes que tenham sido apanhados a praticar um crime.
A obrigatoriedade de julgamentos em 72 horas para “detidos em flagrante delito”, o cumprimento integral de penas para “os crimes mais graves” ou o patrulhamento das ruas por elementos do corpo de intervenção da PSP são algumas das propostas do CDS-PP.
O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, vai representar o Governo na interpelação parlamentar. O primeiro-ministro, José Sócrates, assistirá à primeira parte do debate.
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