CDS-PP entrega pedidos de suspensão da avaliação e propõe modelo simplificado 
10.11.2009 - 16:53 Por Maria Lopes
O CDS-PP entregou hoje no Parlamento três diplomas, dois deles de resolução, pedindo a suspensão do actual modelo de avaliação de professores e a alteração do Estatuto da Carreira Docente e pediu o seu agendamento urgente.
Ao mesmo tempo que pede a suspensão do modelo de avaliação até que seja aprovado um novo regime avaliador, o CDS-PP propõe a criação de uma "comissão jurídica" que "acompanhe as negociações entre o Governo e os sindicatos, para verificar as questões dos direitos adquiridos e em formação" dos professores que já foram avaliados.
"Queremos suspender um modelo de avaliação que é fonte de conflito nas escolas, que é burocrático e que avalia os professores numa lógica tarefista", disse Paulo Portas na conferência de imprensa de apresentação das propostas centristas. Ao apresentar um projecto de resolução, que é de tramitação muito ais rápida que o projecto de lei, Paulo Portas espera que dentro de duas a três semanas este possa ser aprovado no Parlamento.
Em traços gerais, o CDS-PP propõe que o modelo de avaliação seja feito num único documento, preenchido apenas pelo próprio professor avaliado e entregue no final do ano lectivo. A avaliação deixa de ser feita por outros professores e passa para a responsabilidade do conselho pedagógico, e refere-se exclusivamente às competências pedagógicas e científicas do docente.
Quanto ao estatuto da carreira docente, o CDS-PP propõe que passe a existir "uma carreira única e a faculdade de, a certo passo da sua carreira, o professor poder optar pela via docente no sentido mais clássico ou por umavia de supervisão", mas sem a divisão actual de professor titular e não titular, descreveu Paulo Portas, que garantiu ir conversar com todos os grupos parlamentares sobre estas matérias.
Estes projectos do CDS-PP, tal como as propostas dos outros partidos da oposição sobre a Educação - e eventualmente algum que o Governo apresente entretanto - serão discutidos no Parlamento no próximo dia 19.
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