Ao contrário do PS e do PSD, o CDS-PP considera que “não há condições” para insistir na aprovação da lei do financiamento dos partidos na presente legislatura, depois do veto do Presidente da República.
“A crítica do Presidente da República ao diploma é generalizada. Parece que neste momento não há condições para insistir na aprovação deste projecto de lei e que a matéria deve ser alvo de reflexão mais profunda na próxima legislatura”, disse o deputado e prota-voz do CDS, Pedro Mota Soares, em declarações à Lusa.
Sobre as despesas com as campanhas eleitorais, Pedro Mota Soares sublinhou que “o CDS-PP foi o único partido que respeitou o apelo do Presidente da República, optando por “uma campanha austera”, com um orçamento de 470 mil euros.
Considerando que só na próxima legislatura haverá condições para “reflectir mais” sobre a lei do financiamento dos partidos, Mota Soares defendeu que, na parte dos gastos eleitorais, “é importante que os partidos sejam sensíveis ao estado real do país e se cinjam ao essencial” .


