CDS-PP considera "calamitoso" estado "de manifesta insuficiência" do efectivo da PSP

01.02.2010 - 14:47 Por Lusa
O CDS-PP considerou hoje "calamitoso" o estado "de manifesta insuficiência" do efectivo das forças de segurança, sublinhando que a PSP tem actualmente um "défice de cerca de 600" elementos.
Num requerimento que hoje é entregue ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira, o CDS-PP refere que os 1100 polícias que estão à espera de aposentação demonstram "o estado calamitoso" em que se encontram as forças de segurança, especialmente a PSP, devido à "insuficiência de efectivos", disse à agência Lusa o deputado Nuno Magalhães.
O requerimento do CDS-PP dirigido ao ministro da Administração Interna surge na sequência de uma notícia de hoje do "Correio da Manhã" que refere que a "entrada de novos polícias não compensa as saídas", uma vez que mais de 1100 polícias estão a utilizar as baixas médicas enquanto aguardam pela saída da Polícia de Segurança Pública (PSP).
Nuno Magalhães adiantou que "há um défice de cerca de 600" efectivos, uma vez que no ano passado entraram 903 polícias, mas "1500 estão no mínimo fora de funções", contabilizando os 1100 à espera de aposentação e cerca de 500 que "estão a ser avaliados".
"Isto é muito perigoso, tendo em conta que a criminalidade é cada vez mais grave, violenta e organizada e sobretudo concentrada em Lisboa, Porto e Setúbal, locais onde esta insuficiência é maior", sustentou.
O deputado disse que o CDS-PP vai também questionar o ministro da Administração Interna sobre o número de novos polícias que vão ser recrutados e quando terá início o curso, uma vez que o Orçamento de Estado apenas refere que será realizado um curso anual com um "número adequado" de elementos.
Nuno Magalhães disse ainda que os novos polícias anunciados pelo Governo só deverão entrar em funções "em meados" de 2011, tendo em conta que um concurso público obedece a prazos e "em média demora sete meses" para o início do curso, além dos nove meses de formação.
O CDS-PP defendeu recentemente a realização de um concurso anual com 1000 novos polícias e um outro "excepcional" para Lisboa, Porto e Setúbal com cerca de quatro centenas.

