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CDS-PP confronta ministro da Agricultura com “desperdício” de ajudas em debate de urgência

30.01.2009 - 09:50 Por Lusa

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Para Paulo Portas, não é aceitável que o Governo tenha escolhido a agricultura como um dos sectores com menor prioridade Para Paulo Portas, não é aceitável que o Governo tenha escolhido a agricultura como um dos sectores com menor prioridade (PÚBLICO)
O CDS-PP vai confrontar esta manhã num debate de urgência o ministro da Agricultura, Jaime Silva, com o “desperdício de fundos comunitários” para a modernização agrícola e defender o investimento no sector como forma de animar a economia.

O líder do partido, Paulo Portas, - que vai abrir o debate de urgência sobre agricultura às 10h00 - denunciou aos jornalistas que o país atrasou-se na “utilização dos fundos comunitários, desperdiçou” esses fundos no âmbito da PAC (Política Agrícola Comum) e no Proder (Programa de Desenvolvimento Rural), “sobretudo na modernização das nossas explorações agrícolas”. “Dos 1260 milhões de euros disponíveis em 2007 e 2008, mais de 800 ficaram por utilizar”, salientou.

No debate, o Governo estará representado pelo ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, e pelos secretários de Estado Luís Vieira e Ascenso Simões.

Paulo Portas lembrou o discurso de Ano Novo do Presidente da República, referindo que Cavaco Silva "foi claro quando disse que os agricultores sentem que em Portugal, ao contrário do que sucede noutros países, não foram utilizados todos os fundos comunitários que estavam à disposição do país". "Se o Presidente o disse, o Governo devia ter reflectido", afirmou, frisando que "nem os agricultores sabem sequer se as suas candidaturas foram aprovadas".

Para Paulo Portas, "não é aceitável" que o Governo "tenha escolhido a agricultura como um dos sectores com menor prioridade ou menor urgência".

"Se a crise é excepcional, nós precisamos de responsáveis de excepcional qualidade para aguentar os tempos difíceis que estamos a viver. Isso não está a acontecer em muitos domínios e nomeadamente na agricultura", sustentou.

Maioria dos profissionais tem mais de 55 anos e ensino básico

A maior parte dos agricultores portugueses tem mais de 55 anos, são homens, trabalham de forma autónoma e frequentaram o ensino básico. O último Recenseamento Geral da Agricultura publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com data de 1999, refere que do total de 375.938 agricultores, cerca de 77 por cento, ou 289.291 são homens e 198.065 têm mais de 55 anos.

Entre os homens, 276.781 trabalham de forma autónoma e somente 12.510 são empresários.

No nível de instrução, a maioria (81 por cento) frequentou o ensino básico, enquanto a "formação" específica em agricultura se resume em 89 por cento dos casos à prática do dia-a-dia.

Segundo dados recolhidos recentemente pela agência Lusa junto da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) a maioria dos agricultores portugueses tem 50 a 60 anos, mais de 20 por cento não sabe ler ou escrever, 90 por cento das explorações tem dimensão económica pequena e 80 por cento usa mão-de-obra familiar.

Este retrato, juntamente com as dificuldades em obter terras para cultivar, quando a agricultura não é um negócio de família, e a ideia ainda dominante de falta de status social ligada aos agricultores, afasta os jovens em início de vida profissional da actividade agrícola.

Os dados da CAP e da CNA referem que as características da agricultura e dos agricultores não são as mesmas no sul, no Alentejo, ou no centro e norte do país, reflexo das áreas médias por exploração de 61 hectares no primeiro caso, ou de 2,6 hectares na Beira Litoral, que vão influenciar o tipo de cultura presente.

Cerca de três por cento das explorações detêm 63 por cento da área cultivada, assim como 93 por cento dos agricultores possuem 26 por cento daquela área, segundo as organizações.

É a floresta a responsável pela maior área da agricultura, seguida do olival e da vinha, sendo estas duas das mais rentáveis, segundo a CNA. A CAP refere também a vinha como ocupando a maior parte dos agricultores.

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Lx.

Esta é uma boa forma de ajudar a combater o desemprego, um Pais virado de Costas para a agricultura ...

Anónimo

30.01.2009 11:21

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