A moção do líder do CDS-PP, Ribeiro e Castro, que propôs a convocação do Congresso extraordinário do partido, foi hoje aprovada com 83 votos favoráveis, mas 54 conselheiros votaram contra e 12 abstiveram-se.
A moção justifica o pedido de Congresso com a constatação da "persistência de um clima de antagonismo e de instabilidade que prejudica a imagem do partido, ofusca a sua mensagem e perturba a boa execução continuada da estratégia aprovada pelo XX Congresso".
O secretário-geral do CDS, Martim Borges de Freitas, que anunciou os resultados no final de uma reunião do Conselho Nacional, sublinhou que existirá "uma particularidade" no próximo Congresso: as moções que sejam apresentadas terão de ser associadas a uma candidatura.
Esta novidade não está expressa na moção hoje aprovada, mas será proposta no regulamento do Congresso, a aprovar no Conselho Nacional do próximo sábado, que se realizada em Lisboa.
Questionado sobre se esta medida se destina a calar as críticas no partido, Borges de Freitas rejeitou essa hipótese. "O fundamento é que é preciso clarificar a situação interna do partido", justificou.
O secretário-geral salientou ainda que Ribeiro e Castro, apesar de pedir a antecipação do Congresso, "não se demitiu, nem se demite". "Tem um projecto para o partido e entende que é necessário continuar esse caminho", afirmou.


