CDS-PP acusa Governo de "extremar posições" nas negociações do estatuto da PSP

29.06.2009 - 14:59 Por Lusa
O CDS-PP acusou hoje o Governo de estar a "extremar posições" nas negociações do novo estatuto das forças policiais, tendo agendado para hoje audiências com várias organizações sindicais da polícia.
"O governo está a extremar posições e há um ano que protela a aprovação do estatuto remuneratório" das polícias, afirmou o deputado do CDS Nuno Magalhães, no final de uma audiência com responsáveis da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP).
O parlamentar fez ainda um apelo ao Governo para que aprove o estatuto e "dê paz" às polícias, alertando para a importância da serenidade numa altura em que têm aumentado as taxas de criminalidade em Portugal.
Paulo Rodrigues, da direcção da ASPP, explicou que o pedido de audiência teve em vista "trazer as preocupações" da associação sindical sobre o estatuto da polícia. "É pelos cidadãos que estamos a travar esta luta, para melhorar a qualidade do serviço que prestamos à sociedade", afirmou Paulo Rodrigues.
Este responsável defendeu ainda que "a polícia precisa de um novo rumo" e acusou o governo de não diferenciar o trabalho de "alto risco" de um polícia com outras profissões.
"Ser polícia hoje não é uma profissão recompensada, nomeadamente na remuneração", disse, defendendo que o Governo "está a poupar uns cêntimos hoje para gastar mais amanhã".
Além da ASPP, o CDS tem mais duas audiências agendadas para hoje com representantes do Sindicato dos Profissionais da Policia (SPP) e do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL).
Os sindicatos da PSP e associações socioprofissionais da GNR reuniram-se sexta-feira com o ministro da Administração Interna e esperam hoje receber do Governo a proposta final do estatuto da polícia.
O projecto do estatuto profissional da PSP tem gerado contestação por parte dos sindicatos da polícia, que acusam o Governo de não aceitar discutir as suas propostas e consideram que as negociações têm sido uma mera formalidade de audição.
Entre as reivindicações da ASPP está a tabela remuneratória, a exclusão da PSP da Lei de Vínculos, Carreiras e Remunerações da Função Pública, a inclusão dos cônjuges nos serviços de saúde da PSP, a atribuição do subsídio de risco a todos os profissionais da PSP e a pré-aposentação.

