O CDS-PP vai propor a realização de 40 mil cirurgias por ano em quatro especialidades, através de um acordo com a União das Misericórdias, com vista a reduzir as listas de espera. É uma das medidas que o CDS assegurou ter o acordo do Governo nas negociações no âmbito do Orçamento do Estado e que será proposta quinta-feira durante um debate potestativo dos centristas sobre o assunto.
O líder parlamentar do CDS, Mota Soares, não quis adiantar se já tem indicações sobre o sentido de voto do PS. “Levámos esta proposta para as negociações, registámos a abertura e a boa vontade do Governo e esperamos que seja aprovada”, disse o líder da bancada centrista.
O projecto de resolução recomenda que o ministério da Saúde celebre, no prazo de 60 dias, um protocolo com a União das Misericórdias para realizar 40 mil cirurgias por ano em oftalmologia, ortopedia, cirurgia vascular e urologia.
“O objectivo é melhorar o acesso aos cuidados médicos. Há demasiadas pessoas demasiado tempo à espera de uma cirurgia”, explica a deputada Teresa Caeiro, autora da iniciativa, que vem dar corpo ao estabelecido na proposta do OE no sentido de aumentar o número de cirurgias.
À luz do projecto de resolução dos centristas, o acordo deverá abranger pelo menos 14 hospitais das Misericórdias e permitirá reduzir as listas de espera. A iniciativa recomenda ainda que o preço de referência não será acima da tabela já prevista no Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgias e que inclui as consultas necessárias para a realização do acto cirúrgico.
A escolha das quatro especialidades teve como critério o número de inscritos, mas o CDS defende que seria benéfico para os utentes que o acordo fosse alargado a outras áreas como por exemplo as consultas. “Trata-se de uma proposta equilibrada, tendo em conta a situação financeira do país”, refere Teresa Caeiro.


