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Para acabar com "erros nas provas"

CDS propõe criação de estrutura independente para conceber exames nacionais

19.06.2008 - 16:11 Por Lusa

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O CDS considera "inaceitável que todos os anos" se repitam críticas aos exames nacionais do ensino básico e secundário O CDS considera "inaceitável que todos os anos" se repitam críticas aos exames nacionais do ensino básico e secundário (Daniel Rocha)
O CDS-PP propôs hoje ao Governo a criação de uma estrutura autónoma e independente responsável pela concepção dos exames nacionais para todos os ciclos, para evitar "erros nas provas" e nas "directrizes do Ministério da Educação".

Em conferência de imprensa, o líder parlamentar do partido, Diogo Feio, considerou "inaceitável que todos os anos" se repitam críticas aos exames nacionais do ensino básico e secundário, nomeadamente por parte das sociedades científicas.

O democrata-cristão defendeu que os responsáveis políticos devem "aceitar e ouvir" aquelas críticas e adiantou que irá questionar a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, sobre o assunto, na próxima ida da governante à comissão parlamentar de Educação, prevista para a próxima terça-feira.

No projecto de resolução hoje apresentado, o CDS-PP sustenta que "têm surgido repetidamente problemas na área relativa a exames, destacando-se erros nas provas e nas directrizes do Ministério da Educação".

Diogo Feio propôs ao Governo que crie, através de concurso nacional ao qual podem concorrer universidades portuguesas, uma "estrutura autónoma e independente responsável pela concepção de exames nacionais para todos os ciclos". O Governo seria a entidade fiscalizadora "relativamente a toda a estratégia de avaliação independente", de acordo com o diploma.

Diogo Feio defendeu ainda a criação de um "banco de perguntas", no seguimento do que se faz nos Estados Unidos, "com milhares de questões previamente testadas" a incluir nos exames nacionais. O diploma salienta que, no modelo norte-americano, um grupo de especialistas avalia as questões propostas, que terão que ser em dobro das necessárias, e fazem testes piloto a pequenos grupos de alunos. Depois de aprovadas pela comissão de especialistas, são colocadas na base de dados e são avaliadas na sua eficácia através dos exames.

A ministra da Educação considerou "um erro" as críticas da Associação de Professores de Português (APP) ao exame nacional da disciplina do 12º ano, realizado esta semana por 60 mil alunos.

Segundo a APP, o primeiro grupo da prova suscitou "algumas dúvidas", já que foi usada a terminologia linguística em revisão, e o texto final poderá ter levado os estudantes a falar de Padre António Vieira no tema de desenvolvimento, quando o autor não integra o programa do 12º ano.

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Comentário + votado

Quando o explicador voltar a ser sinónimo de BURRICE tudo ficará bem.

Bom, com o devido respeito por querem resolver o problema da avaliação, este senhor Diogo Feio, ...

Maria

20.06.2008 11:26

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