O CDS-PP vai pedir esclarecimentos, por escrito, ao Ministro das Finanças sobre quais as empresas do universo do Estado que vão fazer cortes salariais e em que dimensão.
“Não se compreende como é que o Ministro das Finanças vem pedir ao sector privado que siga o exemplo do sector público quando as empresas tuteladas por si não são abrangidas pelos cortes de salários”, disse aos jornalistas Assunção Cristas, deputada do CDS-PP, bancada que votou contra esta proposta do PS, no âmbito do Orçamento do Estado.
Em causa está uma proposta de alteração à norma sobre os cortes salariais da função pública apresentada ontem, à ultima hora, pela bancada socialista e que foi aprovada com os votos a favor do PS e a abstenção do PSD. A proposta inicial estabelecia que os cortes salariais da função pública iriam estender-se aos trabalhadores das empresas públicas de capital exclusiva ou maioritariamente público, das entidades públicas empresariais e das entidades do sector empresarial regional ou municipal que ganhem mais de 1500 euros mensais. Ontem, houve um acrescento: pode haver "adaptações autorizadas e justificadas pela sua natureza empresarial”.


