A mensagem de Natal do primeiro-ministro foi “realista” e demonstrou “ambição”, referiu a o porta-voz do CDS-PP, João Almeida, numa primeira reacção ao discurso de Pedro Passos Coelho.
“A mensagem foi realista porque não ignora a exigência do próximo ano e as promessas que Portugal vai ter de cumprir. É realista também porque tem consciência - o primeiro-ministro refere-o - dos sacrifícios que muitos portugueses estão a fazer neste momento, e salientou os mais novos e os mais velhos como alguns dos que estão a sentir esses sacrifícios”, considerou o também vice-presidente da bancada parlamentar dos populares.
João Almeida sublinhou, no entanto, que a declaração do chefe do Governo “abre uma nova página” face à actuação do executivo para 2012: “Está relacionado com as reformas estruturais. São essas reformas estruturais que permitirão ao país, no final de todo este esforço, ter um caminho de crescimento e um caminho que permita que as pessoas vivam melhor”.
João Almeida destacou ainda dois exemplos que definiu como “marcantes” e directamente relacionados com a mensagem de Passos Coelho.
“Trata-se da questão da justiça e a questão da concorrência e da regulação. São áreas que sabemos que há muitos anos funcionam mal no nosso país e que terão de funcionar muito melhor, terão de ser reformadas para que possamos ter outras condições, ter um crescimento económico e para recuperarmos, como também disse o primeiro-ministro, a confiança nas instituições”, concluiu o porta-voz do CDS.


