O líder parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, acusa o PS de ter mantido sobre o Orçamento do Estado uma postura do “sim mas não”.
No discurso de encerramento do Orçamento do Estado, no Parlamento, Nuno Magalhães não poupou os socialistas e definiu a sua posição como a do “sim é preciso reformar mas não agora e não tanto; Sim é preciso poupar mas não aí, neste sector; Sim, é preciso fazer mas não já”.
O líder da bancada centrista respondeu mesmo às declarações de Carlos Zorrinho, presidente do grupo parlamentar do PS, em que acusou o Governo de apresentar uma proposta de alteração ao corte dos subsídios diferente daquela que tinha acordado com os socialistas. “[O PS] tendo assumido uma atitude inicial de responsabilidade não está preparado para ser consequente com essa mesma responsabilidade que se exige ao maior partido da oposição”, afirmou, acrescentando que para o PS “o valor de conversações para uma convergência séria dependem da oportunidade, do seu momento e das suas dificuldades.
Nuno Magalhães acusou ainda o PS de mostrar “uma total incapacidade para sustentar financeiramente as suas propostas”.
Pelo contrário, sublinhou Nuno Magalhães, o Governo e a maioria souberam “ouvir, argumentar e dialogar” com os partidos e parceiros sociais.


