Conjuntura

CDS critica Constâncio por admitir aumento de impostos para reduzir défice

21.11.2009 - 16:06 Por Lusa

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O governador do Banco de Portugal falava na Câmara de Comércio Americana em Portugal O governador do Banco de Portugal falava na Câmara de Comércio Americana em Portugal (Pedro Cunha (arquivo))
O CDS-PP criticou hoje o governador do Banco de Portugal por admitir um aumento de impostos para reduzir o défice até 2013, contrapondo que o modelo correcto é o da redução da carga fiscal.

A deputada do CDS-PP Assunção Cristas criticou as posições assumidas ontem por Vítor Constâncio, durante uma conferência promovida pela Câmara de Comércio Americana em Portugal.

Questionado sobre a necessidade de novas medidas para combater o défice, como, por exemplo, a subida dos impostos, Vítor Constâncio admitiu que “serão necessárias novas medidas”. “Tudo depende dos planos do Governo já que o crescimento dos próximos anos será fraco e não será suficiente a evolução natural das receitas”, considerou o governador do Banco de Portugal.

Perante estas declarações, a dirigente democrata-cristã Assunção Cristas recusou qualquer novo aumento de impostos, alegando que Portugal “já é um dos países da União Europeia com maior pressão fiscal”. Segundo Assunção Cristas, o caminho para a economia portuguesa passa “por uma redução criteriosa da despesa, por medidas de estímulo à economia e por uma baixa de impostos o mais depressa possível”.

“Temos de desafogar as famílias e as empresas desta carga fiscal e criar condições para que a economia portuguesa cresça e, por essa via, haja maior receita fiscal”, insistiu a professora universitária. Assunção Cristas afirmou-se espantada pela “reacção de surpresa que o governador do Banco de Portugal” teve em relação à estimativa de Portugal concluir este ano com um défice de oito por cento.

“É estranho que o senhor governador do Banco de Portugal se mostre surpreendido, porque os dados da execução orçamental do primeiro semestre deste ano já apontavam para este cenário. Por outro lado, todas as previsões de instituições internacionais também já há algum tempo apontavam para um défice desta dimensão. Ora, uma das missões do Banco de Portugal é precisamente fazer previsões macroeconómicas”, referiu Assunção Cristas.

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socialismo constantino

PA mim, pa mim, pa mim,pa mim,e para a minha zezinha.As migalhitas aos paroleiros.

Atentíssimo

22.11.2009 13:46

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