CDS considera que PS comete “duplo erro” ao inviabilizar debate parlamentar urgente sobre segurança

27.08.2008 - 15:58 Por Lusa
O líder do CDS-PP, Diogo Feio, lamentou hoje que o PS inviabilize a realização de uma reunião extraordinária e urgente da Comissão Permanente da Assembleia da República sobre segurança, considerando que os socialistas cometem “um duplo erro”.
“Em primeiro lugar, um erro de percepção. Quando o PS diz que não vê nada de extraordinário (que justifique a reunião) é uma demonstração de que a política de segurança não anda apenas de braços cruzados mas também de olhos fechados”, criticou Diogo Feio, em declarações à Lusa.
O vice-presidente da bancada parlamentar socialista Ricardo Rodrigues justificou hoje a rejeição do pedido do CDS-PP para realizar um debate urgente no Parlamento sobre segurança dizendo que o PS não entende que “a situação que se vive no país seja de tal forma extraordinária que fundamente a convocação extraordinária da comissão permanente”.
“Perante o conjunto de situações de uma criminalidade crescente e violenta a que temos assistido, se não há nada de extraordinário, o que é que será necessário para que exista algo extraordinário?”, questionou Diogo Feio.
“Clima de preocupação”
Por outro lado, o líder parlamentar democrata-cristão considerou que o PS comete também um erro de natureza política ao rejeitar o pedido do CDS, hoje entregue em carta ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.
“Há em Portugal um clima de preocupação. Deixar o Parlamento sem uma reunião urgente sobre esta matéria é demonstrativo que, muitas vezes, aquilo que é o sentimento das pessoas não colhe em alguns agentes políticos”, lamentou.
O PS manifestou-se, no entanto, disponível para viabilizar o debate parlamentar sobre segurança, com a presença do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, na comissão permanente que já estava agendada para 9 de Setembro, ou em reunião da Comissão de Assuntos Constitucionais.
“Com certeza que seremos parte activa desse debate com propostas e alternativas concretas. Só gostávamos que acontecesse mais cedo”, respondeu Diogo Feio.

