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CDS afirma que Governo fez o necessário mas pede apoio para famílias e empresas

12.10.2008 - 18:26 Por Lusa

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Diogo Feio diz que é preciso dar tranquilidade às pessoas que estão com ansiedade Diogo Feio diz que é preciso dar tranquilidade às pessoas que estão com ansiedade (Daniel Rocha (arquivo))
O CDS-PP considerou hoje que o Governo fez o que era "necessário" ao anunciar garantias até 20 mil milhões de euros para o financiamento dos bancos, mas sublinhou que é "muito importante apoiar as famílias e as empresas". "Esta é uma altura em que são necessárias atitudes políticas que venham dar tranquilidade às pessoas que estão com ansiedade em relação ao que sucede no sector financeiro", disse o líder da bancada parlamentar do CDS, Diogo Feio.

O Governo anunciou hoje, através do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que vai prestar garantias até 20 mil milhões de euros às operações de financiamento dos bancos em Portugal, para melhorar o acesso à liquidez e ajudar a economia. O anúncio foi feito numa conferência de imprensa no final da reunião extraordinária do Conselho de Ministros, que teve lugar esta manhã.

Para o responsável do CDS, "esta é uma medida para o sector financeiro, mas é necessário que os governantes não se esqueçam da economia real".

"As famílias da classe média têm grandes dificuldades para pagar o seu empréstimo à habitação, as empresas necessitam de liquidez e de dinheiro, fundamentalmente as Pequenas e Médias Empresas, que têm um grande peso nas exportações e empregam muita gente", defendeu Diogo Feio. "É importante que os agentes políticos, nomeadamente o Governo, tenham sempre em atenção que é necessário apoiar muito as famílias e as empresas", reiterou.

Segundo Fernando Teixeira dos Santos, o objectivo desta medida é "reforçar a capacidade do nosso sistema financeiro", para "melhorar o acesso à liquidez". Isto porque, "sem financiamento da actividade económica não haverá progresso económico". O ministro das Finanças justificou que apesar da "solidez" dos bancos portugueses, a "situação dos mercados internacionais tem gerado dificuldades no acesso ao crédito" e defendeu que esta garantia, que representa "11,7 por cento do PIB", será um "contributo muito importante", no "espírito" das medidas já anunciadas ao nível internacional.

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