A frase ainda vinha da véspera, do comício de Arcos de Valdevez, sobre “alguma injustiça” nos cortes dos salários dos funcionários públicos. Já este sábado, Cavaco Silva defendeu que “os sacrifícios” para pagar a crise não podem ser apenas para os trabalhadores da administração pública.
São “largos milhares” de pessoas que ficaram fora dos sacrifícios, afirmou aos jornalistas, em Penafiel. “Não sabe que as reduções de rendimentos só foram aplicadas a funcionários públicos? Não percebo”, questionou Cavaco.
Numa arruada em Penafiel, o Presidente lembrou que “não foram pedidos sacrifícios a outras pessoas com rendimentos muito maiores”. E deu alguns exemplos: “Directores, funcionários de elevados rendimentos.”
O candidato insistiu que “não houve uma tributação sobre alguns largos milhares de portugueses”. Afinal, “uma banalidade”, já que “tudo isto é conhecido”.
Cavaco Silva disse ainda não concordar com cortes salariais mais elevados para os escalões mais elevados de rendimentos. “Não é essa a via”.


