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Presidente não comenta possibilidade de bloco central

Cavaco Silva volta a defender unidade entre forças partidárias para encontrar soluções para o país

06.05.2009 - 15:01 Por Lusa

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O Presidente pediu tranquilidade e seriedade aos partidos O Presidente pediu tranquilidade e seriedade aos partidos (Carlos Lopes (arquivo))
O Presidente da República defendeu hoje que as forças partidárias têm "responsabilidades muito particulares na construção de soluções de Governo", sublinhando que nenhuma deve ficar de fora na procura de respostas para ultrapassar os actuais problemas do país.

Questionado sobre a possibilidade de criação de um bloco central depois das eleições legislativas, Cavaco Silva recordou o "tempo muito difícil" que Portugal atravessa e que deve convocar todas as forças políticas na procura de soluções, o que já tinha defendido no discurso do 25 de Abril, no Parlamento.

"Nenhuma forma política deve ficar de fora na procura de soluções para ultrapassar estes problemas que Portugal vive", afirmou o chefe de Estado, em declarações aos jornalistas à saída da cerimónia de entrega do Prémio Bial, na Faculdade de Medicina de Lisboa.

Além disso, acrescentou, "as forças políticas têm responsabilidades muito particulares na construção de soluções de Governo para que Portugal não fique atrás, ainda mais para trás, em relação a outros países da União Europeia"

"Espero que exista bom senso para que se coloque Portugal em primeiro lugar", frisou.

Ainda a propósito do período eleitoral que se aproxima, Cavaco Silva deixou algumas recomendações aos partidos, pedindo tranquilidade e seriedade.

"É bom que todas as forças políticas projectem uma imagem de responsabilidade, de alguma tranquilidade e seriedade no debate e que não se façam promessas ilusórias que depois não podem ser cumpridas", afirmou, manifestando o desejo de uma campanha eleitoral serena e esclarecedora, que permita aos eleitores escolher de acordo com o programa efectivo que é apresentado por cada um dos partidos.

Interrogado ainda sobre a nova lei de financiamento dos partidos, o chefe de Estado escusou-se a fazer qualquer comentário, argumentando que ainda não chegou à Presidência da República.

Contudo, acrescentou, quando der entrada no Palácio de Belém será "analisada com muito cuidado", tal como todas as restantes leis que chegam à Presidência da República para promulgação.

A revisão da lei do financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais foi aprovada a 30 de Abril, com o voto favorável de todas as bancadas parlamentares, unanimidade quebrada pelo voto contra de um deputado socialista e por uma abstenção.

O deputado socialista António José Seguro votou contra o diploma, que recebeu também a abstenção da deputada independente na bancada do PS Matilde Sousa Franco.

A lei entrará em vigor cinco dias depois da data de publicação em Diário da República.

Entre outras alterações, a lei aumenta para o dobro os limites de dinheiro que os partidos podem receber em angariações de fundos (de 1500 para 3000 Indexantes de Apoios Sociais) e de 50 para 3000 o valor que os partidos podem receber em "dinheiro vivo" em quotas e contribuições.

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Comentário + votado

Luís Martins

Caros comentadores acho que esta do "bloco central" é mais uma invenção da Comunicação Social para ...

Luís Martins

07.05.2009 10:49

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