Aníbal Cavaco Silva, eleito ontem Presidente da República, vai tomar posse do cargo no próximo dia 9 de Março, para um mandato de cinco anos.
Nos termos da Constituição Portuguesa, o Presidente eleito toma posse perante a Assembleia da República no último dia do mandato do chefe de Estado cessante, neste caso Jorge Sampaio.
Segundo o artigo 127 da Constituição, na cerimónia de posse o Presidente da República eleito presta a seguinte declaração de compromisso perante os deputados: "Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa".
Cavaco Silva foi eleito Presidente da República com 50,59 por cento dos votos. Apesar da escassa margem, o resultado obtido pelo candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP dispensa a realização de uma segunda volta.
O socialista Manuel Alegre foi o segundo candidato mais votado, com 20,72 por cento dos votos, recolhendo mais seis por cento do que o candidato oficial do PS, Mário Soares (14,34 por cento). Seguiram-se Jerónimo de Sousa, com 8,59 por cento; Francisco Louçã, com 5,31 por cento; e Garcia Pereira, com 0,44 por cento.
Dos 8.830.356 eleitores inscritos em Portugal continental, na Madeira e nos Açores votaram 5.528.934, o que representa uma taxa de participação de 62,61 por cento. Foram contabilizados 1,06 por cento de votos em branco e 0,79 por cento de votos nulos.
Das 4260 freguesias faltam apurar apenas duas, o que não terá qualquer influência no resultado final.
As duas freguesias em falta são as do Pinhão (concelho de Alijó) e a de Passos (concelho de Cabeceira de Bastos), que não chegaram sequer a dar início à votação - a primeira devido ao alegado roubo de material pertencente a elementos da mesa eleitoral e a segunda devido a um boicote eleitoral.


