Cavaco Silva remete para os portugueses avaliação das críticas de Mário Soares

10.11.2005 - 15:07 Por Lusa
O candidato presidencial Cavaco Silva remeteu hoje para os portugueses a avaliação das críticas de que tem sido alvo, sublinhando que confia no seu bom senso para "distinguir o que é retórica do que é verdade".
"Deixarei os portugueses julgar as afirmações de cada um (...) Os portugueses têm o bom senso de distinguir o que é retórica e o que é verdade", afirmou Cavaco Silva, quando questionado sobre as críticas de que tem sido alvo por parte de Mário Soares, à saída da apresentação do portal na Internet da sua candidatura (www.cavacosilva.pt).
O candidato apoiado pelo PS tem acusado Cavaco Silva de fugir ao debate e de se refugiar no silêncio, tendo hoje comparado o ex-primeiro-ministro a uma esfinge.
"Confio na escolha dos portugueses. Há outras candidaturas que estão numa luta partidária, eu sou independente, não negociei o apoio de qualquer partido, estou aqui apenas pelo futuro do país", respondeu Cavaco Silva, nunca citando o nome de Mário Soares.
O ex-Presidente da República criticou também a opção de Cavaco Silva de escolher a altura da pré-campanha para sair do país e visitar comunidades portuguesas no Brasil, França e Luxemburgo.
"Eu estou a conduzir a campanha da forma que considero mais adequada, explicando aos portugueses em primeiro lugar as razões pelas quais me candidato", afirmou Cavaco Silva.
Sobre os debates, o ex-primeiro-ministro sublinhou que a sua candidatura foi a primeira a tomar posição sobre o assunto.
"Aceitarei debates a dois com todos os candidatos, é preciso haver alguma dignidade e elevação, está em causa a eleição do mais alto magistrado da nação", afirmou.
Cavaco Silva recusou fazer qualquer apreciação sobre o Orçamento de Estado - tal como a ex-ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite, presente na cerimónia - alegando que tal poderia ser visto como "uma falta de respeito".
"Seria errado da parte de um candidato entrar em polémica acerca de um Orçamento que está agora a ser discutido no Parlamento. Poderia ser visto como uma falta de respeito em relação ao actual Presidente da República", justificou.

