Cavaco Silva reafirmou hoje ter-se decidido candidatar à Presidência da República por um "imperativo de consciência", defendendo que é tempo de "afastar os pessimismos e os desânimos e andar para a frente" e tentar resolver os problemas do país.
O candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP voltou a afirmar que não se "sentiria bem" se não entrasse na corrida a Belém, sublinhando que "um país atinge uma situação tal de dificuldade", um Presidente da República "tem que correr o risco de ser um agente de desenvolvimento, colaborando com os outros órgãos de soberania, no quadro das competência constitucionais que lhe estão atribuídas".
"Um Presidente, neste tempo, tem também de ser um factor de confiança e de injectar na sociedade portuguesa uma nova dose de confiança e uma auto-estima reforçada que tragam aos portugueses uma quase certeza de que, com um novo espírito, são capazes de vencer", continuou, considerando que "os portugueses têm razões para andar preocupados quanto ao desemprego, ao futuro dos filhos e à protecção social que lhes pode ser assegurada depois de uma vida de trabalho".
Contudo, Cavaco Silva, que falava na inauguração da sua sede de candidatura em Elvas, Portalegre, assegurou que "esta pode ser a hora da viragem" e que, por isso, é que decidiu candidatar-se a Belém.
Na cidade raiana do distrito de Portalegre, o candidato participou ainda na conferência "Novas respostas sociais e o papel das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS)", que decorreu no cine-teatro local, com mais de 300 pessoas presentes.
Ao discursar no encerramento, Cavaco Silva argumentou que as IPSS são a "expressão mais viva" da sociedade civil portuguesa no domínio da solidariedade e do apoio aos mais carenciados. O papel das IPSS, disse, tem vindo a "aumentar nos últimos 20 anos" e, hoje, deve-se a essas instituições a cultura de solidariedade existente no país.


