10 Junho

Cavaco Silva defende continuação das "importantes reformas" na Defesa Nacional

10.06.2008 - 11:27 Por Lusa

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Cavaco Silva falava nas cerimónias do 10 de Junho Cavaco Silva falava nas cerimónias do 10 de Junho (Nuno Ferreira Santos (arquivo))
O Presidente da República afirmou hoje, nas comemorações do 10 de Junho, que as "importantes reformas que têm vindo a ser conduzidas no âmbito da Defesa Nacional devem prosseguir o rumo já iniciado, no sentido da criação de estruturas mais ágeis e eficazes".

No seu discurso no âmbito das cerimónias militares do Dia de Portugal, Camões e Comunidades Portuguesas, Cavaco Silva defendeu que, no âmbito dessas reformas, "a reestruturação em curso das carreiras militares deve ser suficientemente apelativa para garantir a permanência de quadros altamente especializados na instituição e a captação de novos voluntários para preenchimento das necessidades do Sistema de Forças".

Igualmente importante, sublinhou, "é a disponibilização do investimento necessário para assegurar a operacionalidade da força militar". "No cenário de contenção orçamental em que vivemos, o melhor aproveitamento das valências e capacidades existentes nas Forças Armadas, ao evitar a duplicação de estruturas e meios, permitirá libertar recursos indispensáveis à defesa nacional", disse o Chefe do Estado.

Já antes Cavaco Silva havia dito que "uma política de defesa nacional adequada, moderna e eficiente implica organizar melhor as diferentes responsabilidades, clarificando e ordenando competências evitando duplicações e buscando eficácia, racionalidade e economia de meios.

"Necessário será, de resto, dar continuidade aos esforços do reequipamento, melhorando o nível de realização dos planos de aquisição e manutenção de equipamentos previstos na Lei de Programação Militar", acrescentou.

As reformas serão fundamentais, sublinhou, para que as Forças Armadas cumpram não só os "exigentes desafios que actualmente lhes são colocados" mas também para aqueles que o futuro lhes reserva, nomeadamente os "decorrentes do Tratado de Lisboa, que traz a política comum de segurança e defesa da União Europeia para um novo patamar de cooperação".

"Os mecanismos de participação previstos nesta dimensão da construção europeia, designadamente a Cooperação Estruturada Permanente, implicam padrões de esforço elevados em matéria de desenvolvimento de capacidades militares e de contributos de forças e meios, e também no desenvolvimento de programas comuns sob a égide da Agência Europeia de Defesa", disse ainda.

Relembrando a importância da presença das tropas portuguesas em cenários como o Afeganistão, Kosovo, Chade e Líbano, Cavaco Silva afirmou que "a participação nacional nestas missões, que traduz o natural cumprimento do compromisso de solidariedade, concorre directamente para a afirmação de Portugal no mundo e, mais do que isso, concorre para a segurança do espaço em que vivemos e para a salvaguarda dos valores em que acreditamos".

"Infelizmente, hoje em dia a abrangência e o carácter multifacetado das ameaças e a incerteza quanto à sua localização tornam necessária uma maior vigilância e uma acrescida capacidade de intervenção, razão pela qual o carácter expedicionário das forças, sendo embora decisivo, não dispensa a vertente da dissuasão do poder militar", sublinhou.

Cavaco Silva considerou as Forças Armadas "uma componente estruturante da identidade nacional, valor permanente com o qual a nação conta e de que o comandante supremo se orgulha", pelo que as exortou a "continuar Portugal".

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Reformas nas Forças Armadas

Como filha de"marinheiro"e mãe de"marinheiro"além de cidadã atenta,concordo inteiramente com o ...

teresa ferreira

11.06.2008 09:59

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