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Sectores invocam intervenção na saúde

Cavaco Silva "atento", com professores a desejarem intervenção de chefe de Estado

01.03.2008 - 10:09 Por Lusa

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Falta saber se, tal como na saúde, o presidente já achou a hora de intervir na Educação Falta saber se, tal como na saúde, o presidente já achou a hora de intervir na Educação (Daniel Rocha)
A Educação é dos sectores que mais preocupação mereceu no mandato do Presidente da República, Cavaco Silva, que tem apelado ao "diálogo" entre governo e professores, exigindo, simultaneamente, "progressos claros" nesta área sobre a qual diz estar "muito atento".

Depois da saúde, sector que o Chefe de Estado acompanhou intensamente, fazendo eco das preocupações de utentes e autarcas do interior, face ao sucessivo encerramento de unidades hospitalares, a sociedade civil parece agora voltar-se de novo para Cavaco Silva aguardando que o Presidente assuma idêntico papel em relação à Educação.

Alguns sectores da imprensa chegaram a atribuir a Cavaco Silva a responsabilidade pelo afastamento do ex-ministro da Saúde, Correia de Campos, interpretação que o Chefe de Estado rejeitou liminarmente.

"No que respeita à Educação é seguro e reiterado que Cavaco Silva 'está atento' e que 'ouve' os portugueses. Falta saber se o Presidente já assumiu que chegou a hora de intervir", desabafou à Lusa, sob anonimato, um dirigente sindical dos professores.

A Plataforma Sindical da Educação - que inclui a Fenprof e outros sindicatos - e a Associação Nacional dos Professores já pediram audiências a Cavaco Silva, mas até agora ainda nenhuma foi marcada por Belém.

No seu discurso de posse no Parlamento, a 09 de Março de 2006, Cavaco Silva elegeu a qualificação dos recursos humanos como um dos cinco grandes desafios que Portugal enfrenta.

No mês passado, à margem das comemorações dos 60 anos do Colégio São João de Brito, em Lisboa, o presidente da República foi confrontado com o protesto dos sindicatos de professores que contestam a forma como o Governo pretende avaliar o desempenho dos docentes.

O chefe de Estado afirmou na ocasião acreditar que tudo poderá ser resolvido com "diálogo" e voltou a garantir que está atento aos problemas da Educação.

Cavaco Silva adiantou que os portugueses não devem ter "a mínima dúvida" de que está a acompanhar a situação nesta área e que espera que as diferenças entre os sindicatos dos professores e o Governo sejam resolvidas com "diálogo" e "respeito".

Nas suas intervenções, a tónica do Presidente tem sido desejar mudanças efectivas no sistema de ensino, mas defendendo ao mesmo tempo que as mesmas se realizem com estabilidade.

Por exemplo, na sua última mensagem de Ano Novo, Cavaco Silva afirmou: "Os portugueses exigem realizações concretas. E o Presidente da República acompanha-os nessa exigência de resultados. É muito importante que, em 2007, se registem progressos claros em três grandes domínios da nossa vida colectiva: desenvolvimento económico, educação e justiça".

Mas foi na sua intervenção no 5 de Outubro do ano passado que o Presidente fez o seu mais importante discurso dedicado à educação, propondo um "novo olhar sobre a escola", uma escola ligada à comunidade, em que os pais estejam envolvidos de forma mais activa e participante e em que a figura do professor seja prestigiada.

"Gostaria de propor aos portugueses um novo olhar sobre a escola, sobre o modelo escolar construído à luz da ideia da inovação social", afirmou Cavaco Silva, na sua intervenção da cerimónia das comemorações do 97 anos da proclamação da República.

Sublinhando não estar a dirigir-se em especial ao Governo e à Assembleia da República, mas "a todos os portugueses", Cavaco Silva defendeu a implementação de "novas estratégias, conceitos e práticas", considerando que é possível inovar "nos mais variados campos, incluindo a educação".

Os professores mereceram uma nota especial neste discurso do Presidente da República, que defendeu a necessidade de prestigiar e acarinhar a figura do professor.

"Há que promover um verdadeiro sentimento de comunidade em relação à escola e ao sucesso educativo (...). Esse envolvimento pressupõe também, como é natural que a figura do professor seja prestigiada e acarinhada pela comunidade, o que requer, desde logo, a estabilidade do corpo docente", salientou Cavaco Silva.

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Comentário + votado

Alice Silva

Este é realmente um feudo de meia duzia que manobram os politicos deste país a seu bel prazer sem ...

Alice Silva

02.03.2008 19:28

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