Cavaco Silva recusou-se neste sábado a falar sobre a questões das suas reformas que causaram forte polémica na sexta-feira.
O Presidente da República que esteve presente na inauguração do Centro Logístico da Garland, na Zona Industrial da Maia, afirmou que o importante já tinha sido dito no seu discurso, recusando responder às perguntas dos jornalistas.
“Neste momento já sei quanto é que irei receber da Caixa Geral de Aposentações. Descontei quase 40 anos uma parte do meu salários para a CGA como professor universitário e também descontei durante alguns 30 anos como investigador da Fundação Calouste Gulbenkian e devo receber 1300 por mês, não sei se ouviu bem 1300 euros por mês”, disse Cavaco na sexta-feira.
“Tudo somado, o que irei receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas porque como sabe eu também não recebo vencimento como Presidente da República”, acrescentou.
Já no seu discurso na Maia deste sábado, Cavaco Silva, considerou que o acordo de concertação social alcançado esta semana representou um “sinal de confiança” para todos os portugueses, mas de “forma particular” para os investidores estrangeiros.
Cavaco Silva adiantou que o acordo de concertação social é “sinal de confiança” para os investidores estrangeiros que desejam arriscar na criação de empresas e negócios em Portugal.
O chefe de Estado considerou o acordo uma “soma positiva” entre posições dos empresários, dos trabalhadores e do Governo, “num momento significativo e numa situação arrojada e complexa que o país atravessa”.


