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Presidente lembra que conversas com Executivo são “privadas”

Cavaco não revela explicações que pediu ao Governo sobre Orçamento

14.01.2009 - 14:14 Por Lusa, PÚBLICO

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O chefe de Estado também não quis fazer qualquer comentário sobre o calendário eleitoral O chefe de Estado também não quis fazer qualquer comentário sobre o calendário eleitoral (Pedro Cunha (arquivo))
O Presidente da República escusou-se hoje a revelar que explicações terá pedido ao Governo sobre o Orçamento de Estado para 2009, argumentando que as conversas com o Executivo são "privadas". Cavaco Silva também não quis fazer qualquer comentário sobre o calendário eleitoral deste ano, alegando ter muito pouca vocação para "a intriga político-partidária".

"As conversas com o Governo são conversas privadas, que eu não devo revelar em público", afirmou o chefe de Estado, quando questionado sobre as explicações que terá pedido ao Governo sobre o Orçamento de Estado para 2009 e que o terão levado a promulgar o documento.

Cavaco Silva, que falava aos jornalistas no final de uma visita ao Instituto Português de Sangue, acrescentou ainda que na sua mensagem de Ano Novo já tinha dito o que queria sobre a situação económica e social. "Aquilo que eu tinha a dizer sobre situação económica e social do país, fi-lo na minha mensagem de Ano Novo, no dia 1 Janeiro. Não devo estar a repetir aquilo que já noutra ocasião referi", declarou.

Na mensagem de Ano Novo, o Presidente da República afirmou não poder esconder a "verdade da situação difícil em que o país se encontra" e que o caminho para "Portugal sair da quase estagnação económica" é "estreito, mas existe".

Transparência

Cavaco Silva confessou ainda recear o "agravamento do desemprego e o aumento do risco de pobreza e exclusão social" e admitiu que "a crise financeira internacional apanhou a economia portuguesa com algumas vulnerabilidades sérias". "A verdade é essencial para a existência de um clima de confiança entre os cidadãos e os governantes. É sabendo a verdade, e não com ilusões, que os portugueses podem ser mobilizados para enfrentar as exigências que o futuro lhes coloca", afirmou.

Sobre as três eleições deste ano (europeias, autárquicas e legislativas) garantiu: "Eu tenho muito pouca vocação para a intriga político-partidária, para não dizer que a minha vocação é nula". Por isso, acrescentou, sobre a questão do calendário eleitoral não irá "fazer mais qualquer comentário". "Quando eu quero dizer alguma coisa, digo-o com toda a transparência. Por isso, há uma palavra-chave na minha mensagem ao país, e essa palavra chave é falar verdade", afirmou.

No domingo, a Presidência da República emitiu um comunicado esclarecendo que o chefe de Estado "não falou absolutamente com ninguém" sobre as suas "intenções ou preferências" relativamente às datas das eleições que irão decorrer este ano e que não autorizou ninguém a falar em seu nome.

No comunicado, a Presidência da República recordava ainda que nos dias anteriores vários órgãos de comunicação social tinham publicado notícias sobre as "intenções ou preferências" de Cavaco Silva relativamente às datas dos actos eleitorais que terão lugar durante este ano. Contudo, referia ainda Belém, "as referidas notícias não têm qualquer fundamento".

No nota é ainda lembrado que, de acordo com a lei, as eleições para o Parlamento Europeu realizam-se entre 04 e 07 de Junho, as eleições para a Assembleia da República entre o dia 14 de Setembro e o dia 14 de Outubro, e as eleições para as autarquias locais entre o dia 22 de Setembro e o dia 14 de Outubro.

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Duma coisa tenho a certeza, as intrigas palacianas estão ao rubro, só não compreendo que o PR, ...

JL

15.01.2009 09:14

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