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Cavaco recusa esclarecer casos António Arroio e pensões de reforma

24.02.2012 - 16:42 Por Sara Dias Oliveira

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Cavaco retomou os roteiros presidenciais, desta vez no Norte Cavaco retomou os roteiros presidenciais, desta vez no Norte (Nelson Garrido)
Cavaco recusou dar explicações sobre o cancelamento à escola António Arroio. Também não revelou quanto vai receber de reforma do Banco de Portugal.

O Presidente da República, Cavaco Silva, continua sem explicar qual o “impedimento” que o impossibilitou de realizar a visita à escola artística António Arroio, em Lisboa, há precisamente uma semana. Recusou ainda dizer se já sabe quanto é que vai receber de reforma do Banco de Portugal.
Questionado sobre o assunto, ao final da manhã, no arranque do V Roteiro para a Juventude que iniciou no Norte do país, não esclareceu qual a razão que o impediu de visitar a escola que tinha à sua espera uma manifestação de alunos.

Cavaco Silva fala num impedimento de última hora, que não especifica, e faz questão de relembrar o seu percurso político, quase a justificar que não foi a manifestação dos estudantes o motivo pelo qual desmarcou o encontro.

“Quero lembrar que fui primeiro-ministro 10 anos, que no próximo dia 9 vou já completar seis anos de Presidente da República, que disputei múltiplas eleições – até ganhei quatro com mais de 50 por cento, de que muito me honro", recordou. "E, portanto, tenho uma experiência muito acumulada ao longo de todos estes anos em todas as situações e em todos os domínios e até para detectar aqueles sectores que podem contribuir para resolver o principal problema que temos neste momento, que é o problema do crescimento económico, do desemprego”.

No início da sua resposta, o Presidente da República garante que a direcção da António Arroio foi informada desse “impedimento”. “O meu gabinete, no dia próprio, teve o cuidado de informar a direcção da escola de que o impedimento de última hora me impediu de concretizar a visita”.

Questionado pelos jornalistas se já sabe quando é que vai receber de reforma do Banco de Portugal, depois de há algumas semanas ter dito que as pensões mal lhe chegam para as despesas, Cavaco Silva limitou-se a responder: “Neste momento entendo que não devo contribuir de forma nenhuma para aumentar polémicas ou desinformações.”

Notícia actualizada às 17h06. Acrescentada mais informação e alterado o título



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Pleonasmos e mais pleonasmos...

No final da notícia está escrito: "Notícia actualizada às 17h06. Acrescentada mais informação e ...

Jorge Ramalheira

25.02.2012 03:09

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