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Sessão solene comemorativa dos 36 anos do 25 de Abril

Cavaco: mar e indústrias criativas são novas oportunidades do país

25.04.2010 - 12:05 Por Lusa, PÚBLICO

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Cavaco Silva disse que o país precisa de desígnios que lhe dêem mais coesão Cavaco Silva disse que o país precisa de desígnios que lhe dêem mais coesão (Nuno Ferreira Santos)
Na comemoração dos 36 anos do 25 de Abril, o Presidente da República salientou hoje a importância de o país conseguir aproveitar as novas oportunidades, especialmente o mar e as indústrias criativas, a fim de enfrentar os momentos difíceis.

Reconhecendo que “Portugal vive uma grave crise, que é de todos conhecida”, Cavaco Silva lançou o repto de conseguirmos aproveitar as oportunidades oferecidas pelo mar e pelas indústrias criativas.

“Os portugueses perguntam-se todos os dias para onde é que estão a conduzir o país”, notou o Presidente da República. A fim de não “perder tempo” e para enfrentar uma “concorrência que será implacável”, o país precisa de “repensar a sua relação com o mar e as formas como explora as oportunidades que este dá”. Cavaco Silva considera que “importa afirmar a ideia de que o mar é um activo económico maior do nosso futuro” e que “o mar se deve tornar na verdadeira prioridade da política nacional”.

Mas as indústrias criativas também são muito necessárias, com a criação de centros de excelência e pólos de conhecimento em várias cidades, como Lisboa e Porto.

"Potencial que o país não pode desperdiçar"

No entanto, o Presidente alertou para o problema do “número de jovens que partem de Portugal”. Este é "um potencial que o país não pode desperdiçar" e constitui-se como um exemplo dos tempos difíceis.

O Presidente da República alertou para a persistência de desigualdades sociais, sublinhando a existência de situações de privação ao lado de “casos de riqueza imerecida que nos chocam” e lembrando os rendimentos dos altos dirigentes de empresas.

A este propósito, o Presidente da República recordou uma passagem da sua mensagem de Ano Novo em 2008, quando referiu que “sem pôr em causa o princípio da valorização do mérito e da necessidade de captar os melhores talentos, interrogo-me sobre se os rendimentos auferidos por altos dirigentes de empresas não serão, muitas vezes, injustificados e desproporcionados, face aos salários médios dos seus trabalhadores”. Acima de tudo, considerou, “o país precisa de desígnios que lhe dêem mais coesão”.

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