Cavaco junta-se a discurso da oposição e pede para não se somar austeridade a mais austeridade

25.02.2012 - 19:10 Por PÚBLICO
Cavaco já tinha manifestado apreensão quanto às medidas de austeridade. Neste sábado foi mais claro que nunca.
Cavaco Silva nunca tinha sido tão directo sobre um dos caminhos para o crescimento económico: “Não se pode somar permanentemente austeridade a mais austeridade”. Uma frase repetida vezes sem conta pelos partidos da oposição, em especial pelo PS de António José Seguro.
O Presidente da República, que falava aos jornalistas no Porto, à margem da sexta etapa do Roteiro para a Juventude, afirmou, citado pela Lusa “que desde há muito que o diz”, mas, na verdade, nunca o tinha feito de forma tão clara. Já tinha manifestado “apreensão” quanto à austeridade, já tinha manifestado dúvidas sobre este caminho, mas nunca usando a frase que agora disse.
Antes, o Presidente da República tinha manifestado que sentia “uma certa satisfação” por os líderes europeus, depois de centraram o discurso na consolidação orçamental, estarem agora a redireccioná-lo para o crescimento económico.
Foi uma referência à carta que 12 líderes europeus escreveram, na semana passada, a Durão Barroso, a pedirem medidas europeias para o crescimento económico. Uma carta que embaraçou o Governo, uma vez que Passos Coelho não foi convidado a assinar a missiva.

