Cavaco Silva “está a estimular o medo à população portuguesa”. E isso só pode significar que o candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS “chegou ao fim de um ciclo”, segundo Fernando Nobre que reagiu esta manhã, em Beja, às declarações de Cavaco, que alertara na véspera para a possibilidade de o país mergulhar numa crise grave “não só económica e social, mas também política”.
“Só haverá crise política se ele a provocar,” retorquiu Fernando Nobre, redireccionando as críticas para o candidato Presidente, depois de vários dias a repetir que Manuel Alegre "não tem a mínima hipótese" de ganhar as eleições na segunda volta.
Em Beja, o fundador da AMI passeou-se de braço dado com o presidente da câmara, o socialista Jorge Pulido, que apoia Nobre. “Acho que estas eleições não têm a ver com partidos, têm a ver com pessoas e com os interesses do país e acho que o doutor Fernando Nobre tem um projecto que serve melhor o país”, declarou. Quanto a eventuais sanções do PS: “Felizmente é um partido aberto e pouco disciplinar, embora tenha um candidato oficial nestas eleições”.
Por causa do apoio do presidente da câmara ou por mérito próprio, Nobre foi muito parabenizado pelas ruas do centro histórico de Beja. Na rua, em lojas ou cafés, ofereceram-lhe uma bica, convidaram-no para jogar sueca, garantiram-lhe o voto. “Continue com a sua independência que pode contar comigo”, atirava-lhe um cliente à porta de um café. “Vou votar por sua causa. Se não fosse o senhor, nem lá punha os pés”, incentivava outra mulher.
Ao quinto dia de campanha, a comitiva de Fernando Nobre passa ainda por Portalegre e termina o dia em Évora.


