A “campanha está no fim” e Cavaco Silva gasta os seus últimos argumentos a pensar nas presidenciais de domingo. E há uma fonte de preocupação: os funcionários públicos. Tendo promulgado o Orçamento do Estado e dado luz verde às medidas de austeridade, incluindo os cortes salariais na função pública, o Presidente e candidato promete agora vigilância. E dramatiza, ao máximo, as consequências de uma eventual segunda volta, que não deseja.
O próximo Presidente, disse, tem de estar “atento às injustiças na distribuição dos sacrifícios neste tempo de dificuldades”. Palavras ditas no dia em que os funcionários começaram a receber os seus recibos de vencimento, já com os cortes decididos em 2010.
Esta quinta-feira, num almoço com apoiantes em Felgueiras (Porto), Cavaco alertou para as consequências de uma segunda volta, que seria “desviar as atenções do essencial”. E “o essencial” é que iria causar “uma contracção do crédito e uma subida das taxas de juros. Com as consequências para as “empresas e famílias”.
Notícia actualizada às 14h50


