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Presidente defende União Europeia aberta ao mundo

Cavaco alerta para a “incerteza” que marca a actualidade

25.02.2011 - 14:31 Por Lusa

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O Presidente da República aludiu hoje à incerteza que marca a actualidade, considerando “inglórios” os esforços para impor barreiras aos efeitos do que ocorre em outros países e defendendo uma União Europeia aberta ao mundo.

“É inevitável que a incerteza se afirme como marca de um tempo em que os acontecimentos se sucedem a um ritmo e a uma escala que transforma numa temeridade a maior parte dos exercícios de previsão”, afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, na cerimónia de apresentação de cumprimentos do corpo diplomático, que decorreu no Palácio de Queluz.

Numa intervenção em que a palavra “incerteza” foi diversas vezes repetida, Cavaco Silva sublinhou a necessidade de se estar atento “à evidência de algumas constantes” que vêm sendo repetidas, para não se somar “à incerteza”, situações que podem ser acauteladas.

Como exemplo, o Presidente da República apontou como “inquestionável” a influência que as opções de cada um dos povos têm noutros países. “São inglórios, e sê-lo-ão cada vez mais, os esforços para impor barreiras aos efeitos do que ocorre noutros países e com outros povos”, declarou.

Por outro lado, continuou, a História também fornecido “amplos exemplos” de associação entre instabilidade e sentimentos de injustiça, exclusão ou humilhação.

Além disso, Cavaco Silva lembrou também que a ocorrência de perturbações económicas, sociais e políticas relacionadas com o acesso e a gestão de recursos estratégicos, “recursos que as limitações da natureza e o tendencial aumento da procura fazem, cada dia, mais escassos”.

Falando perante mais de uma centena de embaixadores e chefes de missão, Cavaco Silva não deixou de abordar “os acontecimentos recentes na margem sul do Mediterrâneo”, considerando que a situação enfatizou ainda mais a necessidade de “uma União Europeia aberta ao mundo”.

Contudo, alertou, apesar disso, não cabe à União Europeia “substituir-se à vontade dos povos, nem ditar-lhes o caminho a trilhar”. “Mas, é fundamental que saiba dar o seu contributo activo para criar condições que permitam que a afirmação dessa vontade possa conduzir à formação de sociedades mais justas, mais livres e mais desenvolvidas. É sua obrigação e é do seu interesse”, sublinhou.

A este propósito, o chefe de Estado voltou a defender a necessidade de uma União Europeia “forte e coesa”, sustentando que “este mundo incerto e volátil” necessita também de uma Europa como referencial de construção da paz e da prosperidade entre povos e nações.

Na cerimónia de apresentação dos cumprimentos do corpo diplomático, que não contou com a presença do embaixador da Líbia, o Presidente da República recordou ainda alguns acontecimentos que marcaram o ano de 2010 em Portugal, como a visita do Papa Bento XVI. Antes, o Núncio Apostólico, tinha também já feito referência a essa visita, durante uma intervenção onde apresentou a Cavaco Silva “as mais calorosas congratulações” pela sua reeleição como Presidente da República.

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Eh Pà

ainda bem que este homem existe,porque sem isso ainda nao nos tinhamos apercebido do que se ...

arsenio

25.02.2011 15:47

X

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