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Cavaco Silva considerou que a sua vitória nas presidenciais “foi também a vitória da verdade sobre a calúnia”. E não poupou críticas aos “políticos e seus agentes que preferem o caminho da calúnia e da mentira”. “Foi o povo que os derrotou”, acrescentou.
No discurso de vitória, Cavaco Silva começou por saudar “o elevado sentido cívico” dos que votaram, salientando que os níveis de participação “mostram o sentido de responsabilidade do nosso povo”.
O Chefe de Estado reeleito lembrou que ganhou em todos os distritos e nas regiões autónomas e garantiu que será “o Presidente de Portugal inteiro”. “De todos sem excepção. Para mim, Portugal estará sempre primeiro”, garantiu.
Fez, porém, questão de lembrar “todos os portugueses que quiseram votar e não o conseguiram fazer”. “A qualidade da nossa democracia também se constrói garantindo condições para o direito de voto”, acrescentou, numa crítica clara aos problemas causados com o cartão do cidadão.
Cavaco afirmou depois que a campanha decorreu “em condições muito difíceis”, que “denegriram” o seu “carácter e dignidade pessoal”.
“Estou tranquilo. Cumpri o que prometi e não recorri a insultos e ataques de natureza pessoal. (…) Esta foi também a vitória da verdade sobre a calúnia”, salientou.
Para Cavaco, “o povo português não se deixou enganar”: “A honra venceu a infâmia.”
Já a terminar, garantiu que será “um referencial de confiança, sem abdicar dos poderes que a Constituição” lhe garante. Assegurou que terá “uma magistratura activa” e de “influência” e prometeu ser “o Presidente do povo, que nunca vendeu ilusões aos portugueses”.
Após a declaração, Cavaco não permitiu perguntas aos jornalistas.


