José Manuel Marques, ex-presidente da reserva do estuário do Tejo, é arguido

Caso Freeport deve ficar concluído antes das eleições

25.06.2009 - 09:47 Por Paula Torres de Carvalho, Mariana Oliveira

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Os investigadores estão agora dedicados à análise dos fluxos bancários para finalizar o processo Os investigadores estão agora dedicados à análise dos fluxos bancários para finalizar o processo (Daniel Rocha (arquivo))
As investigações do caso Freeport estão a terminar, havendo possibilidade de a decisão do Ministério Público ser conhecida ainda antes das eleições.

Segundo informações recolhidas pelo PÚBLICO, os investigadores estão agora dedicados à análise dos fluxos bancários para finalizar o processo, não tencionando, para já, inquirir mais ninguém.

Ontem, a SIC revelou que José Manuel Marques, ex-presidente da Reserva Natural do Estuário do Tejo na altura em que José Sócrates era ministro do Ambiente, também foi constituído arguido no caso Freeport. Marques foi, porém, demitido do cargo que ocupava no Ambiente por Sócrates.

Já segundo a edição de ontem do Correio da Manhã, Rui Gonçalves, ex-secretário de Estado do Ambiente foi interrogado, na passada sexta feira, pelos inspectores da PJ que integram a equipa de investigação, admitindo-se a possibilidade de também ser constituído arguido, à semelhança do que se verificou com Carlos Guerra, antigo presidente do Instituto de Conservação da Natureza.

A esse propósito, o Eurojust, organismo da União Europeia que tem como missão promover a cooperação judiciária entre os vários países, negou-se a precisar se o procurador José Eduardo Guerra, irmão de Carlos Guerra, arguido no caso, participou na investigação do Freeport. "Não podemos comentar casos que estão em investigação", insistiu Joannes Thuy, porta-voz do Eurojust.

O procurador José Eduardo Guerra optou igualmente pelo silêncio, não chegando a esclarecer se os eventuais conflitos de interesses estiveram salvaguardados na investigação do Freeport. Neste momento, contudo, a questão já não se coloca. Isto porque desde Abril que o Eurojust não foi solicitado para estabelecer a cooperação no âmbito da investigação ao licenciamento do outlet de Alcochete. Isso mesmo foi confirmado pelo Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, e pelo Eurojust, embora com versões diferentes. O porta-voz do Eurojust, afirmou em nome do presidente do organismo, o procurador Lopes da Mota, que o Eurojust decidiu retirar-se do processo Freeport, a 23 de Abril.

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Não às maiorias.

As maiorias são bem piores que as gripes suinas e de aviário.

Barroso

25.06.2009 22:13

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