Carvalho da Silva disse ao PSD que “direitos fundamentais não resultaram de nenhum assalto”

21.11.2011 - 13:30 Por Nuno Sá Lourenço
O secretário-geral da CGTP-IN, Carvalho da Silva, reuniu hoje com o PSD para transmitir a mensagem por trás da convocação da greve geral, agendada para esta quinta-feira, dia 24.
Carvalho da Silva foi dizer ao secretário-geral do PSD, Matos Rosa, que a iniciativa da central sindical se deve à “violação do Estado de direito” que o Governo, segundo os sindicalistas, está a levar a cabo com um conjunto de propostas de lei.
“Não se pode sacrificar tudo em nome da economia”, afirmou Carvalho da Silva após a reunião, citando as alterações previstas na saúde, educação e segurança social. Para o líder da CGTP, em vez do “corte nas gorduras”, o que o Governo se prepara para fazer é “cortar nas condições de acesso” à saúde, educação e segurança social.
“Os direitos fundamentais não resultaram de nenhum assalto, nem de nenhum desvio esquerdista no país. Foram construídos por governos onde muitas vezes o PSD esteve”, alertou Carvalho da Silva que classificou ainda como “ilegal” a decisão do tribunal arbitral em decretar serviços mínimos de 50% para as principais carreiras da Carris e STCP.

