• Kiev, a porta de entrada da Ucrânia
  • Restaurantes de topo com menus a 20 euros
  • Do Brasil a Portugal vão 6764.257 km de ilustração

Eleições autárquicas de Outubro

Carmona Rodrigues: Sozinho "tenho mais hipóteses de vencer" em Lisboa

10.06.2005 - 15:28 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Questionado sobre se coloca a hipótese de estabelecer um acordo pós-eleitoral com o CDS-PP, Carmona Rodrigues não descartou a possibilidade Questionado sobre se coloca a hipótese de estabelecer um acordo pós-eleitoral com o CDS-PP, Carmona Rodrigues não descartou a possibilidade (David Clifford/PÚBLICO)
O candidato independente à Câmara Municipal de Lisboa que conta com o apoio do PSD, Carmona Rodrigues, considerou hoje que uma coligação com o CDS-PP para as eleições autárquicas de Outubro o penalizaria e que tem mais hipóteses de vencer concorrendo sozinho.

Sozinho "tenho mais hipóteses de vencer", afirmou Carmona Rodrigues, que anunciou ontem a sua recusa em concorrer à autarquia de Lisboa no âmbito de uma coligação PSD/CDS-PP.

Além disso, acrescentou, como candidato independente, a população poderia não encarar bem o facto de encabeçar a lista de uma coligação de partidos.

"Apercebi-me que tinha o apoio e o incentivo da população e seria penalizado se houvesse um agrupamento de partidos atrás de mim", disse, afirmando que apesar de ser apoiado pelo PSD é um candidato independente.

"Sou um candidato independente. Pode não ser habitual um independente ser suportado por uma coligação. Além disso, desvirtuava a minha maneira de estar, a minha maneira de ser e também os motivos da minha candidatura", acrescentou Carmona Rodrigues, que falava aos jornalistas à margem do encontro nacional de combatentes, que decorreu hoje, em Lisboa.

Insistindo que não tem "nada contra o CDS-PP" e que a decisão está mais relacionada com a sua "postura como independente", o actual vice-presidente do município de Lisboa adiantou outros factores que pesaram na sua decisão, nomeadamente a "predisposição" actual dos eleitores penalizarem as coligações de partidos.

"Hoje em dia, tenho a percepção de que há uma maior predisposição por parte da população para penalizar as coligações. A população gosta de ver as pessoas a afirmarem-se por si próprias e não em conjunto", frisou.

"Tem havido um bom entendimento com o CDS-PP pós-eleitoral e não pré-eleitoral"

Carmona Rodrigues referiu igualmente que "não tem havido um histórico" de coligação entre o PSD e o CDS-PP na cidade de Lisboa e que também nas últimas eleições autárquicas, realizadas em Dezembro de 2001, os dois partidos se apresentaram sozinhos, tendo como cabeças de lista Pedro Santana Lopes e Paulo Portas, e só depois das eleições estabeleceram um acordo. "Na prática tem havido um bom entendimento com o CDS-PP pós-eleitoral e não pré-eleitoral", salientou.

Questionado sobre se também coloca a hipótese de estabelecer um acordo pós-eleitoral com o CDS-PP, Carmona Rodrigues não descartou a possibilidade, sublinhando que foi essa a solução encontrada há quatro anos e que, até agora, o acordo tem "funcionado bem".

O actual vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa recusou ainda a ideia de poder vir a ser penalizado pelo facto de integrar o actual executivo camarário liderado por Pedro Santana Lopes, sublinhando que teve "muito gosto em fazer parte" da equipa.

"As pessoas distinguem bem a minha personalidade, o meu percurso profissional. Não me confundem com outras pessoas", acrescentou.

Carmona Rodrigues irá disputar as autárquicas de Outubro próximo com o socialista Manuel Maria Carrilho, Ruben de Carvalho (PCP) e com o independente apoiado pelo BE, José Sá Fernandes.

O CDS-PP ainda não anunciou o seu candidato, embora a actual provedora da Santa Casa da Misericórdia, Maria José Nogueira Pinto, já tenha sido confirmada pelo vice-presidente Anacoreta Correia como "uma das hipóteses".

Estatísticas

  • 2 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1225496

Comentário + votado

X

Mais em Política (7 de 8 artigos)

Jorge Sampaio: "Temos de enfrentar os problemas e agir profundamente e sem demora" Presidente da República defende debate sereno sobre Europa