O candidato do PSD à presidência da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, assumiu hoje um corte com o passado e o seu antecessor, cuja equipa camarária integra como vice-presidente, afirmando que "Pedro Santana Lopes é uma coisa do passado”.
“A minha campanha não vai ser centrada no passado, mas no futuro, ao contrário do que os restantes candidatos à câmara pretendem", afirmou hoje Carmona Rodrigues, durante um almoço com jornalistas, em que participou também a candidata à Assembleia Municipal, Paula Teixeira da Cruz.
O vice-presidente do município lisboeta e candidato independente pelo PSD garantiu que a sua campanha às eleições autárquicas decorrerá "sem 'show-off', sem protagonismo, sem propaganda", considerando que os eleitores o distinguem bem de Santana Lopes quanto à personalidade. "Vou fazer as coisas discretamente. A minha maneira de estar não é de exibicionismo. A actividade circense na política tem de acabar", sustentou.
Carmona Rodrigues disse ainda respeitar a decisão de Santana Lopes de não o apoiar durante a campanha: "Se quiser apoiar, será bem-vindo. Se não, eu respeito", afincou.
O candidato social-democrata à presidência da Câmara de Lisboa reagiu ainda às críticas dos seus opositores de que a actual gestão autárquica deve-se a um vazio de propostas. "Há falta de ideias e de conhecimento dos problemas da cidade. Por isso, a maneira mais fácil é atacar o passado", frisou.
Sobre a gestão do actual executivo, Carmona Rodrigues disse não querer "personalizar" o desempenho, mas acabou por destacar a reabilitação urbana como um grande triunfo de Santana Lopes. "Fiz parte da equipa que entrou há quatro anos. Houve sempre solidariedade no programa e nos projectos que fizemos. Agora, tenho a minha equipa própria e os meus projectos próprios", argumentou.
Sobre a composição da lista, o candidato revelou que o seu “número dois” é Fontão de Carvalho, vereador independente da Câmara de Lisboa, que ocupou o pelouro das Finanças por convite de Carmona Rodrigues, enquanto este foi presidente da autarquia.
Quanto à decisão de não reconduzir a maioria da equipa de Santana Lopes, Carmona Rodrigues afirmou que "foi determinante" o facto de cinco vereadores terem contestado junto de Marques Mendes a sua candidatura, em detrimento da recandidatura de Santana Lopes. Helena Lopes da Costa, Pedro Pinto, Ana Sofia Bettencourt, Eduarda Napoleão e Maria Manuel Pinto Barbosa "tiveram essa atitude política, agora têm de assumir a responsabilidade do acto que praticaram".
A lista de Carmona Rodrigues ainda não está fechada, mas o candidato garante que resultará das suas escolhas, embora "o partido tenha de se rever nela". O candidato adiantou que ainda hoje terá uma "reunião importante" para a definição da lista, que deverá estar pronta esta quinta-feira ou na próxima, dia 11.
Um dos nomes que poderá figurar nesta lista é o de Pedro Feist, que já manifestou o seu apoio à candidatura de Carmona Rodrigues. "Há uma possibilidade de Pedro Feist integrar a equipa. Até porque se desfiliou do CDS-PP e é um independente como eu", reconheceu Carmona Rodrigues.
O candidato admitiu ainda atribuir pelouros aos vereadores da oposição, no âmbito do pacto de regime para algumas áreas que tem defendido.


