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Carlos César defende que Estado deve investir na saúde, educação e segurança social

29.08.2010 - 16:27 Por Lusa

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O presidente do governo regional dos Açores, Carlos César, defendeu que o Estado deve continuar a investir em sectores “fundamentais” como saúde, educação e Segurança Social”, criticando “muitos políticos que pretendem que o Governo abandone o seu papel preponderante”.

“O pior serviço que se pode prestar hoje em termos de coesão e de solidariedade social e em matéria de protecção das famílias é retirar o Estado de sectores fundamentais como sejam os da saúde, educação e segurança social”, afirmou Carlos César.

O presidente do executivo açoriano falava na cerimónia de lançamento da primeira pedra da empreitada de construção da nova creche Bê-À-B, da Associação S. João de Deus, em S. Miguel, “um investimento de cerca de sete milhões de euros, integralmente financiados pelo governo regional”.

Para Carlos César, “por maior que seja a capacidade e vontade de agir” em parceria com o sector privado, “sem a presença do Estado, sem a função essencial do sector público não é possível em áreas como a saúde, segurança social e educação manter níveis mínimos de prestação de serviço público e satisfazer minimamente os interesses comunitários e públicos”.

Indicou que S. Miguel dispõe, por exemplo, de cerca de 1100 lugares em creches, o que admitiu ser “ainda insuficiente”, mas frisou que aquela capacidade “será ampliada na actual legislatura em 233 lugares”, segundo os projectos que já existem.

“E contamos também que a iniciativa privada possa surgir. Temos já projectos apresentados que permitirão um aumento em 133 lugares” em creches, na maior ilha açoriana, acrescentou, salientando “o desafio” para ultrapassar “a crescente escassez de recursos financeiros afectos ao sector social”, decorrentes da crise económica.

Segundo disse, “as crises financeiras e económicas que afectam o espaço europeu acarretam uma diminuição de receita dos governos, em geral, e também a emergência de investir em sectores que tenham um efeito reprodutivo e imediato e, por isso, muitos governos descuram a acção social”.

“Por isso, muitos políticos pretendem que o Governo deixe de investir no sector social ou que abandone o seu papel preponderante na saúde, educação ou segurança social. São contas mal feitas porque o que não investimos nas gerações e nos recursos humanos é o que teremos do ponto de vista da economia, produtividade, qualidade e competitividade futuras”, criticou.

Carlos César voltou, por isso, a defender “uma gestão inovadora e mais rigorosa do ponto de vista financeiro”, nas instituições privadas da solidariedade social, alegando que “não são apenas serviços de guarda das crianças”, mas “espaços de aprendizagem e centros de detecção e prevenção de situações que afectam o normal crescimento” na infância.

As obras da nova creche Bê-À-B deverão estar concluídas dentro de 10 meses e o novo espaço vai ter capacidade para 70 crianças, divididas por dois pólos e com um núcleo central para cozinha, lavandaria e ainda uma área exterior de lazer.

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30.08.2010 11:40

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