Carlos Carreiras candidata-se a Cascais em 2013 e abandona redução de freguesias

02.01.2012 - 08:36 Por PÚBLICO, Lusa
O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, revelou que se vai candidatar a líder do executivo nas eleições autárquicas de 2013, assumindo-se como a pessoa “mais capaz e mais competente” para gerir o concelho.
O actual presidente do executivo municipal (de maioria PSD/CDS), em entrevista à Lusa, disse também que exclui qualquer hipótese de concorrer a outro município e anunciou que abandona, por agora, a proposta de reduzir o número de freguesias do concelho de seis para quatro.
“Ainda não abandonei a ideia, mas foi muito mal aceite até dentro do meu próprio partido. Não é uma questão essencial, apesar de eu considerar que era importante para Cascais. Se houver obrigatoriedade pela lei de reduzir freguesias, far-se-á. Para já, fica sem efeito”, disse Carreiras. Carlos Carreiras tinha manifestado em Setembro a intenção de concretizar aquela redução no âmbito da reforma administrativa. A proposta previa que Carcavelos e Parede passassem a ser geridas por uma só junta de freguesia, tal como Cascais e Estoril, mantendo-se as juntas de Alcabideche e São Domingos de Rana.
Ainda sobre a candidatura, garantiu que “para ficar na política executiva só se for autárquica e em Cascais”. E acrescentou: “Não tenho nenhuma aspiração nem interesse em ir para a política nacional e não aceitarei ir para outra autarquia que não seja Cascais”.
Sobre a possibilidade de vir a candidatar-se em Lisboa, concelho onde nasceu, onde foi líder distrital do PSD e onde teve um papel activo na reorganização administrativa da cidade, Carlos Carreiras afirmou que não se considera como uma mais-valia para gerir a capital. “É muito difícil hoje em Cascais haver alguém com o conhecimento e preparação que eu tenho e reconheço que em Lisboa poderia não ser essa mais-valia. Embora tenha nascido em Lisboa, Cascais é o meu concelho e enquanto a minha vontade for aceite e corroborada pela população, eu serei presidente da Câmara de Cascais”, sustentou.
Contacto permanente com António Capucho
Carlos Carreiras, que era vice-presidente do município, assumiu funções de presidente há quase um ano por via da suspensão de mandato de António Capucho, admitindo que a saída imprevista do antecessor foi uma “oportunidade” para se dar a conhecer mais à população.
“O facto de ter assumido a presidência não acrescenta muito, mas permite obviamente dar-me a conhecer um pouco mais e perspectivar as pessoas sobre a minha forma de trabalhar e de funcionar e nesse sentido foi uma vantagem, mas se não tivesse chegado agora a presidente concorreria na mesma em 2013 e penso que as coisas correriam bem”, afirmou. O contacto com António Capucho é regular e a necessidade de pedir conselhos é permanente, até porque, disse Carreiras, “não existem super heróis”.
“Tenho a preocupação de me aconselhar com ele [António Capucho] e com muita gente e tenho vindo a ler muito sobre o concelho, além de que quero reforçar mais a democracia participativa nas decisões do município”, concluiu. A este nível, apontou, o orçamento participativo e a discussão do Plano Director Municipal são os dois momentos que mais apelam à participação da população e que terão grande destaque no próximo ano.
Para 2012, a câmara definiu como prioridades autárquicas um reforço na área social, investimentos na rede escolar e a melhoria da rede viária do concelho para acabar com as assimetrias. Os pedidos de apoio social têm aumentado - quer os que são feitos pelas instituições, quer a nível individual - e, por isso, “as pessoas são a maior prioridade”.
Além disso, há que completar investimentos do parque escolar. Carlos Carreiras propôs ao Governo aquilo que chama de “parceria público-pública”, para a autarquia assumir o encargo de construir escolas que são da responsabilidade do Estado mas importantes para o concelho. Também os acessos foram definidos como prioridade, já que “Cascais não se pode desenvolver se mantiver a rede viária que existe”, considerou Carreiras. O orçamento municipal para 2012, já aprovado em reunião de câmara e assembleia municipal, é de 170,5 milhões de euros, o mais baixo da última década.

