Candidatura de Passos Coelho critica “parcialidade” da direcção

14.03.2010 - 14:52 Por Leonete Botelho
A candidatura de Pedro Passos Coelho considera que houve “parcialidade” na distribuição do número de observadores convidados para o Congresso do PSD que está a terminar em Mafra.
“Ontem ficou claro que houve um congresso de cima [bancada de observadores] e um congresso de baixo [delegados]”, afirmou ao PÚBLICO Miguel Relvas, braço direito de Passos Coelho, considerando que a distribuição de observadores “não foi equitativa”.
“Estou triste e magoado com a parcialidade do secretário-geral do partido, que é simultaneamente presidente da comissão parlamentar de Ética”, acrescentou Miguel Relvas, referindo-se a Marques Guedes.
Segundo Relvas, a candidatura de Passos Coelho teve direito a 30 observadores, mas não soube dizer quantos tiveram as outras candidaturas. No entanto, segundo afirmou ao PÚBLICO o próprio Marques Guedes, todas as candidaturas tiveram o mesmo número de observadores, os 30, assim como um máximo de oito credenciais de serviços cada uma para poderem circular no recinto dos congressistas. “Não consigo perceber essa declaração”, observou Guedes.
“As credenciais foram distribuidas pelas estruturas do partido que elegem deputados segundo uma regra equitativa: o número de observadores ser igual a metade do número de congressistas eleitos”, esclareceu o secretário-geral. “Se alguma candidatura ficou nervosa com a distribuição feita pelas estruturas, sou completamente alheio”, acrescentou.

