Eleições autárquicas

Candidatos à Câmara de Portalegre sem dinheiro apostam na campanha porta a porta e na Internet

29.09.2009 - 14:31 Por Lusa

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A falta de dinheiro marca a campanha dos cinco candidatos à presidência da Câmara de Portalegre, que apostam, acima de tudo, no tradicional contacto porta a porta com os eleitores e também através da Internet.

O presidente do município, Mata Cáceres, que se recandidata como independente nas listas do PSD, garantiu hoje à agência Lusa que a habitual oferta de brindes, como esferográficas, chapéus e camisolas, vai ser “limitada”, porque “estamos em crise”. “Nós vamos oferecer acima de tudo muito material de informação, como folhetos e jornais de campanha. A Internet vai ser outro dos veículos que vamos utilizar”, salientou.

Mata Cáceres considerou ainda que o contacto directo com a população continua a ser “imprescindível”, uma vez que constitui o “melhor” meio para ouvir as suas preocupações.

A campanha do PSD vai culminar no dia 9 de Outubro com uma caravana automóvel pelo concelho, ao passo que o candidato do PS, Escarameia de Sousa, ainda não definiu como vai terminar a campanha socialista. O candidato do PS garantiu que a sua campanha também vai ser baseada no contacto directo com os eleitores, como é “tradicional”. A oferta de panfletos, réguas e esferográficas também vai ser uma realidade na campanha dos socialistas, que garantem não gastar muito dinheiro na campanha. “Não vamos gastar muito dinheiro, porque estamos numa época de contenção. Nós vamos fazer uma gestão cuidada”, sublinhou Escarameia de Sousa.

Por sua vez, o candidato da CDU à Câmara de Portalegre, Hugo Capote, garantiu à Lusa que o contacto com a população, nos mais diversos pontos do concelho, vai ser uma “realidade”, privilegiando os “bairros da cidade” e “algumas” freguesias rurais. Para Hugo Capote, o tradicional porta a porta é “muito importante”, mas, nos dias de hoje, a utilização das redes sociais na Internet apresenta-se de “extrema importância”. De acordo com o candidato comunista, a campanha eleitoral vai culminar com um jantar comício.

O candidato do Bloco de Esquerda, Marco Ferreira, assegurou, por seu turno, que a sua campanha vai ser muito “diversificada”, embora os fundos previstos sejam “muito poucos”. “A campanha vai passar pela exposição de cartazes, pelo contacto com o maior número de pessoas e junto de instituições, associações e organizações”, declarou.

A utilização das redes sociais na Internet é outro dos meios utilizados pelo BE, que aposta nos seus militantes e simpatizantes para fazer girar a campanha naquela região alentejana. O BE ainda não definiu como vai terminar a campanha em Portalegre, mas “em princípio” deverá terminar com um comício na capital de distrito.

Pela parte do CDS-PP, o candidato à Câmara, Élio Pereira, lamentou também a “falta de recursos financeiros” na campanha dos democratas cristãos. “O Paulo Portas não mandou dinheiro. Não há dinheiro, nem para o petisco, nem para a gasolina, pois os recursos financeiros são muito escassos”, disse, sorrindo. A campanha do CDS-PP vai também basear-se no contacto porta a porta, não havendo ainda um programa definido para o encerramento da campanha.

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bronzeado

Diferente da maioria dos líderes mundiais, o premiê italiano Silvio Berlusconi não parece ...

Anónimo

29.09.2009 16:58

X

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