Campanha não deve inviabilizar entendimentos para Governo de maioria, alerta Cavaco

25.04.2011 - 13:22 Por Sofia Rodrigues
O Presidente da República, Cavaco Silva, foi directo no apelo que fez aos partidos: A campanha eleitoral não deve inviabilizar “o diálogo e os compromissos de governabilidade de que Portugal tanto necessita”.
No discurso das comemorações do 25 de Abril, no Palácio de Belém, Cavaco Silva defende que “é imperioso criar espaços de entendimento que assegurem soluções estáveis e credíveis de Governo”. E justifica: “O Governo saído das eleições de 5 de Junho deve dispor de apoio maioritário na Assembleia da República”.
Ainda antes das eleições, lembrou Cavaco Silva, “impõe-se um esforço de concertação entre o Governo e os partidos políticos” sobre as condições para a obtenção da assistência financeira externa.
A coesão e a unidade nacional marcaram o tom dos discursos dos antigos Presidentes da República também convidados a falar na cerimónia.
Jorge Sampaio salientou que a “gravidade” da situação portuguesa exige “coesão nacional”. Referindo que o Presidente da República tem uma voz “insubstituível”, o antigo chefe de Estado apontou causas para a actual situação de crise: “Foi a falta de sustentabilidade e a ausência de uma visão a longo prazo com que muitas vezes se decidiu e escolheu, comprometendo o futuro”. Jorge Sampaio sublinhou que muitas reformas estruturais ficaram por fazer e exorta a “todos, mas todos” a assumir as suas responsabilidades.
Pela primeira vez em 18 anos a cerimónia do 25 de Abril não foi celebrada no Parlamento, devido à suspensão da Assembleia da República (AR). Em 1976, 1983 e 1993 foram as outras três ocasiões em que a cerimónia não foi na AR.
Notícia actualizada às 14h34

