Os cerca de 300 apoiantes de Francisco Lopes que se concentraram na Paiva Couceiro para descer a Rua Morais Soares (Lisboa) numa arruada, conseguiram mais do que irritar os condutores que ao fim do dia tentavam regressar a casa. Deixaram a descoberto a diferença no arranque das campanhas eleitorais de Lopes e Manuel Alegre.
Juntar centenas num dia de semana em Lisboa não é habitual nem para a oleada máquina comunista. A recepção ao candidato, que se mostrou muito activo no contacto com os transeuntes, foi calorosa. “Vamos para a frente, que para trás já eu andei muito”, ouviu de uma mulher que passava.
À medida que distribuía abraços e folhetos recebia de volta apertos de mão e apoios. Os suficientes para terminar na Praça do Chile a falar num “mar de gente” e capitalizar o ajuntamento na capital: “Cada vez que venho à rua sinto o desejo de mudança nas pessoas. Por isso digo, não se calem no dia 23", afirmou Lopes


