• Já fazemos baterias revestidas a cortiça
  • Uma noite no hostel mais limpo do mundo
  • Nasceu um grande vinho do Douro

No final da XXI cimeira Ibero-Americana, em Assunção, no Paraguai

Caberá ao Tribunal Constitucional pronunciar-se sobre constitucionalidade do OE2012, diz Passos Coelho

30.10.2011 - 08:32 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  1 votos 
"O Governo, quando ponderou as propostas que incluiu no Orçamento do Estado fez o seu próprio juízo sobre a pertinência e a constitucionalidade das medidas", disse Passos "O Governo, quando ponderou as propostas que incluiu no Orçamento do Estado fez o seu próprio juízo sobre a pertinência e a constitucionalidade das medidas", disse Passos (Daniel Rocha)
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou que caberá ao Tribunal Constitucional, e não ao Governo, pronunciar-se sobre constitucionalidade das medidas incluídas no Orçamento do Estado para 2012.

Pedro Passos Coelho fez esta afirmação numa conferência de imprensa no final da XXI cimeira Ibero-Americana, em Assunção, no Paraguai, quando questionado se o seu aparente desentendimento com o Presidente da República quanto à “equidade fiscal” do Orçamento para 2012 está sanado e se está preocupado com a possibilidade de algumas medidas serem inconstitucionais.

Quanto à primeira parte da questão, relativa ao Presidente da República, Passos Coelho não quis fazer qualquer comentário. Quanto à segunda, afirmou: “O Governo, quando ponderou as propostas que incluiu no Orçamento do Estado fez o seu próprio juízo sobre a pertinência e a constitucionalidade das medidas, mas caberá, evidentemente, ao Tribunal Constitucional pronunciar-se sobre essa matéria, e não ao Governo”.

O primeiro-ministro ressalvou que “o Governo procura ser o mais meticuloso possível relativamente a essas matérias e, portanto, procura nas propostas que faz que elas não sejam inconstitucionais”, mas insistiu que “não é o Governo que se deve pronunciar sobre as questões de constitucionalidade, é o Tribunal Constitucional”.

Por sua vez, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, respondeu a esta questão lembrando a estrutura do sistema político português.

“No nosso sistema político existem vários órgãos de soberania separados uns dos outros. É o princípio da separação de poderes: cada um com os seus poderes, mas nenhum com todos os poderes”, referiu.

Cavaco Silva acrescentou que “a Assembleia da República pode ultrapassar decisões do Governo, o Presidente da República pode recusar decisões do Governo e da Assembleia da República e a Assembleia da República pode ultrapassar decisões do próprio Presidente da República”, repetindo: “É o que se chama o equilíbrio de poderes que vigora no nosso sistema”.

Estatísticas

  • 1609 leitores
  • 11 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1518853

Comentário + votado

Constitucionalidade e equidade

É necessário que exista orçamento geral do Estado aprovado. A sua não aprovação lançaria o caos e ...

Francisco Machado

30.10.2011 10:33

X

Mais em Política (2 de 7 artigos)

Passos Coelho quer envolver o PS nos ajustamentos ao acordo com a troika Governo vai propor ajustamentos ao acordo com a <i>troika</i>