BPN: PS solicita presença de Pinto Monteiro no Parlamento

20.11.2008 - 16:47 Por Sofia Rodrigues, Romana Borja-Santos
O PS pediu hoje uma audição no Parlamento com o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, sobre o caso BPN. O líder parlamentar socialista, Alberto Martins, explicou que o objectivo do pedido é poder “aferir com rigor o que é que não prejudica a investigação criminal”.
O Governo pretende saber, ainda, como é que decorrem os prazos da investigação à instituição bancária nacionalizada para ponderar futuras audições. Ainda assim, Alberto Martins salvaguardou que o PS compreende que o PGR esteja sujeito a segredo de justiça e que o objectivo do pedido se prende com perceber os limites da fiscalização política da Assembleia da República no caso.
Pinto Monteiro disponibilizou-se para prestar mais esclarecimentos na Assembleia da República sobre os processos que correm no Ministério Público e que envolvem o Banco Português de Negócios. Numa carta, com data de 14 de Novembro, dirigida ao presidente da comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, Jorge Neto, o PGR explica que “poderão ser prestados mais esclarecimentos, desde que devidamente concretizados”. No entanto, até agora, nenhum outro grupo parlamentar tinha solicitado uma audição. É neste comissão que o responsável deverá ser ouvido.
Na carta, que responde a um ofício enviado pelo presidente da comissão a 4 de Novembro, o responsável precisou também que existem quatro processos relativos ao BPN a decorrer do Departamento Central de Investigação e Acção Penal: “Dois relativos à Operação Furacão, iniciados em 2005, um outro baseado na documentação entregue pessoalmente ao PGR pelo Governador do Banco de Portugal, com início a 2 de Setembro último, e um último baseado na queixa-crime apresentada em 3 de Novembro de 2008 ao DCIAP, pela Sociedade Lusa de Negócios”.
A audição do conselheiro de Estado Dias Loureiro bem como a de Miguel Cadilhe, presidente do BPN à data da nacionalização, e de dois antigos responsáveis do banco, Oliveira e Costa e Abdul Vakil, foram ontem chumbadas pelo PS. Os socialistas argumentaram, na altura, que há uma investigação judicial em curso, mesmo tendo a audição de Dias Loureiro sido pedida pelo próprio.

