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Eleições

Bloquistas que contestam apoio a Alegre preparam lista alternativa a Louçã

26.08.2010 - 09:10 Por Maria José Oliveira

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Grupo de dirigentes e militantes do BE não apoia Manuel Alegre Grupo de dirigentes e militantes do BE não apoia Manuel Alegre (Foto: Nelson Garrido)
Mantendo a posição defendida na convenção, os membros do movimento Ruptura/FER (ala interna do BE) não desistem de contestar a decisão de apoiar Alegre.

Francisco Louçã andou meses a apelar a uma "convergência à esquerda" - começou na VI Convenção do Bloco de Esquerda (BE), em Fevereiro do ano passado, insistiu no período eleitoral, e só terminou quando os bloquistas anunciaram o apoio formal à candidatura presidencial de Manuel Alegre (antecipando-se ao PS) -, mas não conseguiu travar as divergências dentro do partido. Mantendo a posição defendida na convenção, os membros do movimento Ruptura/FER (ala interna do BE) não desistem de contestar a decisão de apoiar Alegre e estão já a tentar mobilizar os militantes descontentes com esta escolha para apresentar uma moção e uma lista alternativa na próxima reunião magna dos bloquistas, prevista para o primeiro trimestre de 2011.

Depois de gorada a iniciativa de realizar uma convenção extraordinária para debater o apoio ao socialista, o Ruptura/FER avançou com um manifesto que sublinha uma das eventuais consequências da candidatura conjunta: "O BE enfraqueceu a sua posição de combate ao Governo." Entre os subscritores do documento encontram-se quatro membros da mesa nacional (Gil Garcia, Isabel Faria, João Delgado e João Pascoal), militantes e simpatizantes.

Notando que Alegre não representa qualquer alternativa às políticas da "coabitação cúmplice Sócrates/Cavaco", os signatários desvalorizam ainda os conflitos do candidato com o Governo e com a bancada parlamentar do PS. "Ele ausentou-se do hemiciclo em votações que não lhe convinham ou manifestou oposição, nomeadamente ao Código do Trabalho, quando o seu voto não fazia falta para garantir a maioria", lê-se. E mais adiante antecipam a campanha de Alegre, dizendo que ela representa a "demagogia nacionalista, a nostalgia colonial, a exaltação da disciplina militar, a subserviência aos governos - tudo envolvido em pose marialva e declamado num tom solene e pomposo". Fernando Nobre é designado no manifesto como um "imitador" de Alegre, disputando com o socialista "a palma em matéria de grandiloquência chauvinista".

"Experiência histórica"

Quanto à candidatura do PCP, os autores encaram-na com "prudência", atendendo à "experiência histórica" das desistências a favor dos candidatos socialistas (1980 e 1996). No entanto, alguns bloquistas ligados ao Ruptura/FER estão também divididos quanto à escolha dos comunistas, Francisco Lopes: há quem admita votar no dirigente do PCP; e há quem o veja como um "candidato do aparelho", como Gil Garcia. Ao PÚBLICO, este bloquista reiterou que a escolha preferencial do Ruptura/FER era Francisco Louçã.

"A candidatura de Louçã fazia mais sentido agora do que fez há quatro anos", disse. Mas existia já um plano alternativo - apoiar Carvalho da Silva, líder da CGTP, numa candidatura conjunta com os comunistas. Frustradas as duas hipótese e perante os candidatos da esquerda, o colectivo pondera não apoiar qualquer candidatura.

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afinal no BE tambem há descontentes ahahaahahaah

pensava eu que o BE era o partido perfeito afinal há descontentes talvez alguns barões ou ...

mrspock

26.08.2010 10:01

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