Programa do Governo

Bloco diz que PS “não percebeu” resultados ao apresentar programa idêntico às promessas eleitorais

02.11.2009 - 20:31 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O Bloco de Esquerda considerou hoje que a semelhança entre o programa eleitoral socialista e o Programa do Governo significa que o PS “não percebeu” os resultados eleitorais, prometendo questionar o executivo sobre o combate à crise ou desemprego.

A deputada bloquista Helena Pinto falava aos jornalistas após a entrega do Programa do Governo pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.

Comentando o facto de o programa do executivo de José Sócrates ter um conteúdo idêntico ao do programa que o PS apresentou às eleições legislativas, a deputada do BE considerou que “se o Partido Socialista opta por uma política de continuidade, nomeadamente para fazer face à grave crise económica que vivemos, é porque não percebeu o resultado das últimas eleições, e tem de perceber que já não é maioria absoluta nesta legislatura”.

O Bloco de Esquerda rejeita o cenário de apresentar uma moção de rejeição do programa, mas promete questionar o governo sobre “como é que pretende fazer face à crise económica” ou “resolver o problema do desemprego, que é gravíssimo -- chegaremos provavelmente ao final do ano com uma taxa de desemprego que rondará os 10 por cento”.

“É preciso saber o que é que o governo pretende fazer no concreto em relação ao alargamento do subsídio do desemprego, é preciso saber qual é a solução do governo para o caso BPN, que tem sido um sorvedouro de dinheiros públicos e também em relação a questões que foram prementes na última legislatura, como a avaliação e professores e o estatuto da carreira docente”, sublinhou Helena Pinto.

A deputada bloquista destacou ainda assuntos que disse serem preocupantes, referindo-se a matérias que “não constavam do programa do Partido Socialista, mas que todos sabemos que estão a ser pensadas e algumas em andamento”, como é o caso, exemplificou, das privatizações.

Para Helena Pinto, a actual situação “não se compadece com agendas escondidas”.

A deputada sublinhou que nesta legislatura “a centralidade política está no Parlamento”, pelo que, sustentou, “é preciso que o governo debata com todos os partidos e assuma depois as consequências daquilo que a maioria expressa na Assembleia da República decidir”.

Estatísticas

  • 0 leitores
  • 7 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1407975

Comentário + votado

Algarvia

Ai não! .... que não percebeu: o BE é que (ainda) não percebeu que o tempo de ...

Algarvia

02.11.2009 21:08

X

Mais em Política (16 de 33 artigos)

PCP destaca falhas no programa, como salário mínimo ou combate a “brutais injustiças sociais”