• Primeira esplanada Time Out do mundo abre na Avenida da Liberdade
  • Petiscos com frango, das moelas à batata doce
  • Energia de bicicletas para o DJ tocar

Parlamento discute amanhã iniciativa do BE

Bloco defende que utente deve ter liberdade para optar pelos medicamentos que quiser

13.05.2009 - 15:37 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Bloco defende que a última palavra deve ser do utente Bloco defende que a última palavra deve ser do utente (PÚBLICO (arquivo))
O Parlamento discute quinta-feira uma iniciativa do Bloco de Esquerda (BE) que pretende instituir a prescrição de medicamentos pela sua substância activa e a venda, pelas farmácias, do genérico mais barato.

O projecto de lei hoje apresentado pelo deputado do BE João Semedo, e que será discutido em plenário quinta-feira, pretende garantir ao utente "a liberdade de optar pelo medicamento que compra".

João Semedo, também ele médico, criticou a recente polémica entre a Associação Nacional de Farmácias e a Ordem dos Médicos sobre esta questão, defendendo o fim desta "guerra de interesses", que tem o doente como "refém", ao pagar "demasiado" pelos medicamentos, enquanto o Estado tem uma "despesa demasiado volumosa" com as comparticipações.

"É lamentável que o Estado assista a esta guerra sem intervir, através da generalização da prescrição por substância activa" em hospitais, centros de saúde e consultórios privados, condenou o deputado bloquista.

A proposta do BE prevê ainda que o farmacêutico "informe o utente da existência de medicamentos genéricos e dispense aquele que tem o preço mais baixo", mas, sublinhou o deputado João Semedo, a escolha final é do utente.

"Não obrigamos o doente a escolher o genérico mais barato", disse, referindo que este poderá contar com o conselho "do médico e do farmacêutico e com a sua própria experiência de vida" para tomar a decisão, podendo escolher entre o genérico mais barato, outro genérico ou o medicamento de marca.

Para tal, o Bloco propõe uma alteração ao modelo de receita médica, retirando o campo respeitante à autorização ou não da dispensa de um medicamento genérico, e acrescentando um espaço para justificar por que motivo não foi dispensado o genérico mais barato.

Com a aprovação desta medida, destacou, será possível garantir uma prescrição médica adequada, a qualidade certificada de todos os medicamentos, medicamentos mais baratos e uma despesa mais baixa por parte do Estado.

João Semedo afirmou-se confiante na aprovação do projecto de lei pelo PS.

"É uma boa oportunidade de o Governo demonstrar que está disposto a cumprir o seu programa, que é muito claro nesta matéria", referiu, acrescentando que a ideia que o Bloco propõe no projecto de lei já está enunciada na legislação, mas não está posta em prática.

Estatísticas

  • 10 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1380415

Comentário + votado

X

Mais em Política (16 de 25 artigos)

O Governo não comenta as questões disciplinares que dizem respeito ao Ministério Público, sublinhou Sócrates Sócrates sobre Freeport: "Governo não fez, não faz, nem nunca fará nenhuma pressão"