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Voto aos 16 anos e combate à precariedade no trabalho

Bloco de Esquerda propõe nova medidas para aproximar jovens da política

12.05.2008 - 18:52 Por Lusa

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O Bloco de Esquerda quer abrir "o campo da política e da representação democrática aos mais jovens" O Bloco de Esquerda quer abrir "o campo da política e da representação democrática aos mais jovens" (Gonçalo Português (arquivo))
O Bloco de Esquerda (BE) propôs hoje uma "nova política de direitos e deveres para os jovens" para contrariar o seu afastamento da política, com medidas como o voto aos 16 anos e o combate à precariedade no trabalho.

As propostas do BE foram avançadas no mesmo dia em que o Presidente da República, Cavaco Silva, teve uma reunião no Palácio de Belém, em Lisboa, com perto de 30 representantes de associações juvenis, de que o Bloco foi excluído por não ter uma estrutura autónoma de jovens.

Em conferência de imprensa, o deputado bloquista José Moura Soeiro considerou que "o problema da participação não é dos jovens", mas sim "de toda a população". O aumento da "participação política da juventude deve ser uma característica fundamental da democracia" e os bloquistas sugeriram "três ideias fortes".

Abrir “o campo da política e da representação democrática aos mais jovens", propondo o voto aos 16 anos e uma redução do número mínimo de assinaturas para projectos de lei de cidadãos no Parlamento, é uma das propostas do Bloco.

Para "criar uma cultura de participação democrática nas escolas", os bloquistas querem reforçar o "carácter electivo" em todos os órgãos de direcção das escolas e a criação de uma área curricular de educação sexual no último ano de cada ciclo.

Para "combater a precariedade no trabalho", o BE quer responder ao "principal problema dos jovens que pertencem à geração 500 euros", nomeadamente através de um reforço de fiscalização às empresas de trabalho temporário e acabar com os falsos recibos verdes.

Na conferência de imprensa, o deputado do Bloco deu como exemplo de "uma política que quer excluir" a ratificação, pelo Presidente Cavaco Silva, do Tratado de Lisboa, "excluindo a votação popular que tinha sido solenemente prometida" - o referendo.

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Anónimo

12.07.2009 19:01

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