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No debate quinzenal

Bloco de Esquerda diz que farmácia do Hospital de Santa Maria não tem condições para garantir funcionamento

19.03.2008 - 18:29 Por Sofia Rodrigues

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Louçã lançou a suspeita sobre a capacidade da Farmácia Praiense para ser a farmácia hospitalar de Santa Maria Louçã lançou a suspeita sobre a capacidade da Farmácia Praiense para ser a farmácia hospitalar de Santa Maria (Carlos Lopes (arquivo))
O Bloco de Esquerda considera que a vencedora do concurso para farmácia de Santa Maria não tem condições para garantir o seu funcionamento. Na sua intervenção, o deputado bloquista Francisco Louçã lançou a suspeita sobre o vencedor do concurso para a farmácia do Hospital de Santa Maria, a maior do país.

Trata-se da farmácia Praiense, de Praia do Ribatejo, que Louçã insinuou ser "um testa de ferro". Em resposta, José Sócrates gracejou sobre se a suspeita se baseia apenas nas aparências, ou seja, se o nome “não seria fino” e desafiou Louçã a fazer queixa à Procuradoria-Geral da República no caso de ter provas de que a empresa é uma testa de ferro. No final do debate, o deputado bloquista esclareceu aos jornalistas que a empresa da farmácia Praiense “não tem capacidade para garantir a instalação daquela que será a maior farmárcia do país, pagar 600 mil euros de renda e depositar 22 por cento dos seus lucros no hospital”. Os restantes quatro concursos para farmácias hospitalares foram ganhos por candidaturas relacionadas com a indústria farmacêutica, sublinhou Francisco Louçã, lembrando que a indústria está proibida por lei de ter farmácias.

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