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V Convenção

Bloco de Esquerda desafia "socialistas descontentes" a protestarem contra o Governo

02.06.2007 - 14:58 Por Lusa

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Luís Fazenda Luís Fazenda (DR (Arquivo))
O líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Luís Fazenda, desafiou hoje "os socialistas descontentes" com as políticas de José Sócrates nas áreas sociais para um protesto e oposição comuns.

"O aumento significativo da pobreza em Portugal é a acusação mais dura ao Governo e que deve levar a uma reflexão séria de muitos socialistas descontentes, de muitas pessoas que conferiram o seu voto em quem prometia por cartazes uma vida diferente", afirmou Luís Fazenda.

O líder parlamentar da bancada do BE, a quem coube a apresentação da moção da direcção na V Convenção Nacional do BE, que decorre no Fórum Lisboa, defendeu "o diálogo e a convergência das esquerdas".

"A nossa responsabilidade é ajudar à demonstração inequívoca do grande mal-estar que invade a sociedade portuguesa", sustentou, num "chamamento à luta e ao protesto" em particular na defesa do Serviço Nacional de Saúde — "causa fracturante do apoio social do Governo PS" — e nas políticas do trabalho.

"Sublinhamos a importância de um movimento cívico muito amplo em defesa do SNS. (...) Nele cabemos todos os que entendemos que a saúde é um direito e não um negócio", disse

Antecipando críticas das moções alternativas sobre a "falta de democracia interna", Luís Fazenda defendeu que "o Bloco tem uma democracia interna sem paralelo e sem caça às bruxas".

"Mas todos queremos um Bloco maior e mais participado, mais interventivo e mais assembleísta", acrescentou, avisando que o BE não aceitará, contudo, "a ideia de uma federação de grupos de intervenção onde cada um no seu canto deita linha, ao arrepio da democracia geral".

Um Bloco "mais plural" é o que defende a moção da maioria, disse Fazenda, argumentando que "a adesão popular do Bloco é a simpatia pelo modo de ser à esquerda" e que "o pluralismo é a essência da medida do socialismo".

Fazenda referiu-se ainda à novidade introduzida na moção da maioria na V Convenção — a causa da ecologia — defendendo que "as alterações climáticas e as ameaças à natureza e à física do planeta não se resolvem com Quioto para lá e Quioto para cá".

"A crise da ecologia política não é mais uma razão para o socialismo. É a razão que se junta à razão da justiça social. Como o capitalismo é um todo, a sua oposição é um todo", defendeu.

A V Convenção Nacional do BE decorre até amanhã no Fórum Lisboa, reunindo cerca de 600 delegados eleitos. No início dos trabalhos apenas metade dos delegados estiveram presentes para votar a proposta de regimento.

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Anónimo

04.06.2007 17:59

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