O Bloco de Esquerda (BE) considerou ontem que José Sócrates “não resistiu ao auto-elogio” na mensagem de Natal, que foi de “fraco augúrio para 2009”.
“O primeiro-ministro não resistiu ao auto-elogio. No essencial da mensagem, José Sócrates continua a exportar todas as responsabilidades políticas para a crise internacional, esquecendo o seu papel e do seu Governo no estado medíocre da economia nestes últimos anos, em nome até de uma receita que a União Europeia já abandonou”, disse à Lusa o líder parlamentar do BE, Luís Fazenda.
O facto de José Sócrates não ter feito qualquer referência ao subsídio de desemprego espantou o deputado bloquista. “Extraordinariamente, não fala no subsídio de desemprego, no conjunto das chamadas medidas de apoio às famílias, exactamente no ano em que o desemprego dispara”, afirmou.
Para Luís Fazenda, a falta de referência ao valor das pensões da segurança social, “denota má consciência”. “A mesma que leva o primeiro-ministro a nem sequer referir os apoios ao sistema financeiro, que foram muito além das garantias dos depósitos”, referiu, acrescentando ainda que a mensagem é “de fraco augúrio para 2009”.


